Fala, Professor
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de agosto de 2009
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Uma maneira dinâmica e divertida de queimar calorias e manter o codicionamento físico. Essa é a proposta das aulas de Muay Thai, ou Boxe Tailandês, que conquistam cada vez mais mulheres interessadas em fugir dos tradicionais aparelhos de musculação na prática de exercícios físicos.
Na academia Pattaya - Equipe Noguchi, em Londrina, 40% dos alunos da luta são do sexo feminino. É legal para as mulheres porque utiliza tanto os músculos superiores como os inferiores, explicou o professor Cleber Pitbull, acrescentando que os exercícios beneficiam a saúde e a estética, pois trabalham a capacidade cardiorespiratória, reduzem o percentual de gordura e enrijecem os músculos. As alunas realizam ainda alongamentos e abdominais, acrescentou.
Segundo ele, o treinamento tradicional, indicado como exercício, é diferente dos treinos puxados oferecidos aos alunos que preparam-se para competições. Também é possível passar algumas dicas de defesa pessoal, lembrou. A modalidade pode ser praticada por pessoas de qualquer idade, desde que passem por avaliação física para descartar possíveis riscos à saúde.
A estudante Larissa Barjoena, 20, fazia musculação mas sentia-se desmotivada para a prática esportiva quando, incentivada por uma amiga, começou a praticar o Muay Thai. A musculação me estressava. A luta é legal porque é coletiva, a gente treina no mínimo em duplas, contou.
No início, ela não achava que seria capaz de dar chutes e socos. Ainda não sei muitos movimentos, mas consigo perceber minha evolução, afirmou Larissa, cuja coordenação motora também melhorou.
A perda de sete quilos desde que começou a treinar Muay Thai no início do ano foi um dos benefícios que a luta trouxe para a vida da estudante Amanda Nunes, 17. Nunca fui uma esportista convicta, mas me adaptei ao Muay Thai e estou gos-tando, ressaltou ela, cuja autoestima melhorou com a prática esportiva. Também fiquei mais confiante, acredita.
Lenissa Pereira, 22, estudante e recepcionista da academia, começou a praticar Muay Thai há dois anos com o objetivo de incentivar outras alunas. É muito bom para a minha saúde. Tenho uma rotina cansativa e acabo desestressando nas aulas, revelou.
Ao contrário da maioria das garotas que fazem aula na Pattaya, Ana Célia Koscosqui, 18, treina com o objetivo de competir profissionalmente. Sempre fui fascinada por lutas. Já fiz jiu jitsu e quero treinar Vale Tudo, planeja.
De acordo com Cleber Pitbull, na Tailândia as mulheres já lutam com as mesmas regras dos homens, no esquema de cinco rounds de três minutos com o uso de cotovelos. Não ganham, entretanto, as mesmas bolsas (dinheiro) que os lutadores do sexo masculino, o que as obriga a manterem outras atividades profissionais.
Ele explicou ainda que, antigamente, as mulheres não podiam tocar ou chegar perto de um ringue de boxe, pois havia um mito de que a presença feminina trazia azar aos pugilistas e também aos espectadores. Em alguns países, ainda hoje as mulheres têm que entrar no ringue pelo meio ou pelas cordas de baixo.


