Fala, Professor
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
O alto grau de especialização profissional atinge hoje todas as áreas e com o esporte não é diferente. Lesões, contusões, luxações e distensões são cada vez mais corriqueiras em campos e quadras poliesportivas e com intuito de reduzir impactos no organismo surgiu a fisioterapia do esporte. Segundo Nelson Shirabe, fisioterapeuta especialista desta área, fazer uma análise cinésio-funcional que significa diagnosticar se os movimentos estão corretos é importante para verificar os respaldos que os movimentos realizam na estrutura corpórea (dividida em óssea e muscular) mesmo que seja uma simples caminhada.
Shirabe esclarece que existem maneiras corretas de realizar qualquer tipo de movimento. Desde o calçado utilizado até a superfície da caminhada ou corrida influem sobre a estrutura óssea e muscular do praticante. Quando em condições desfavoráveis, tal fator aumenta o aparecimento de disfunções e alterações mecânicas que trazem problemas de saúde.
Para exemplificar, o fisioterapeuta cita um caso muito comum: obesidade. Além da necessidade de dosar impactos sobre articulações é necessário atenção a problemas com altos índices de colesterol e triglicéris. Muitos, no desespero de correr atrás do prejuízo, ao invés de realizar exercícios de maneira comedida exageram na dose o que pode desencadear problemas cardio-vasculares.
Quando se pensa nas diferenças entre atletas profissionais e esportistas que querem cuidar da saúde e das condições físicas o primeiro caso merece cuidado redobrado. Como está sempre em busca de melhores performances, o essencial é acompanhamento especializado constante, afinal casos de atletas de competição sem lesões são muito raros, porque estão em patamares de risco que trazem problemas musculares.
Mesmo no caso dos esportistas de final de semana, mais preocupados com saúde do que resultados, dispensar orientação de especialistas pode ser arriscado. De certa forma, a necessidade do personal trainer ou até do fisioterapeuta esportivo é menor, mas consultas esporádicas reduzem riscos de lesões e sobrecargas ocasionadas por excesso de atividades. Sejam em grandes corridas ou mesmo dentro de academias. Tudo que leva a cargas superiores ao limiar constituem grandes riscos, pontua Shirabe.
Para mostrar que a presença dos profissionais não é exagero, ele destaca que cerca de 80% da população brasileira possui alguma alteração na coluna vertebral por conta de exercícios praticados sem orientação. Normalmente, as lesões começam nos pés e alteram a anatomia de toda a estrutura óssea. Shirabe sublinha que nestes casos é comum surgirem as dores que são o sinal para procurar um especialista antes da situação piorar.
Quem sente dores e continua com as atividades normalmente acaba tentando substituir o movimento que doía por outro. Só que esta compensação nunca se dá de maneira correta e gera um segundo problema e assim sucessivamente, até se tornar insuportável. Quando chega neste estágio é hora de começar um tratamento, analisa, ressaltando que o fundamental é prevenir.
O segredo para evitar problemas de saúde em situações como as atividades físicas preventivas é procurar especialistas. A função disto é reduzir os aspectos dolorosos e oferecer uma análise melhor da estrutura mecânica do homem que evite problemas com a prática do esporte.


