Fala, Professor
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sábado, 11 de julho de 2009
Renato Oliveira<br>Reportagem Local 
Quem reside nas imediações do Bosque, localizado no centro de Londrina, e já chegou na terceira idade possui uma opção para fazer alongamentos pela manhã. Há quatro meses, um grupo se reúne três vezes na semana (segundas, quartas e sextas) comandados pelo estagiário de educação física Kléber Casarsa para destravar as articulações. Os cerca de 20 participantes ficam das 8 horas até as 9 da manhã se exercitando para melhorar a saúde com vistas numa maior expectativa de vida. O programa é vinculado ao Projeto Futuro, da Fundação de Esportes de Londrina (FEL).
Casarsa relata que no princípio as baterias duravam 15 minutos e foram aumentando sucessivamente até chegar no atual formato que dura uma hora. A proposta não pretende expor demais os idosos a exercícios muito puxados, afinal o estagiário não dispõe de avaliação médica completa sobre os respectivos quadros de saúde.
Logo no início, Casarsa priorizou os alongamentos com vistas na melhora de problemas, como o encurtamento muscular que é muito comum na terceira idade. Depois de observado um avanço no rendimento dos participantes, a prioridade passou para os trabalhos de fortalecimento e resistência dos músculos.
De acordo com Casarsa, aumentar a flacidez do tecido muscular traz como benefício maior autonomia aos idosos. Nesta idade, muitas tarefas simples tornam-se complicadas como carregar uma sacola de supermercado ou subir um lance de escadas. Neste sentido o projeto já rende resultados. Melhorias em termos de resistência e amplitude dos movimentos são os avanços mais visíveis, afinal 90% dos idosos já conseguem fazer certos exercícios que pareciam impossíveis para a idade.
Outro detalhe referente às articulações existe um fenômeno chamado encapsulamento articular que se traduz pela alta concentração de água. Quando sedentários, esse líquido não flui e endurece as juntas dos cotovelos, joelhos e tornozelos. Nessa hora entra a ginástica para reduzir o nível de encapsulamento. Tudo isso é feito visando trazer autonomia para os mais velhos. É sabido que atividade física é prioridade para continuar vivendo com todas as funções dos órgãos vitais ativos, pontua Casarsa.
Porém, na hora de desenvolver os exercícios é importante estar atento às limitações dos idosos. Casarsa explica que não pode estimular exercícios que elevem em demasia as frequências cardíacas ou que envolvam impactos. Por isso, as atividades mais comuns são alongamentos e exercícios nas articulações. Ele ressalta que há grande responsabilidade, porque a frequência cardíaca não deve ultrapassar o recomendável. Caso contrário, as consequências podem trazer complicações na vida dos hipertensos.


