É conhecido que um estilo de vida ativo, do ponto de vista dos exercícios físicos regulares, num programa bem estruturado, individualizado e supervisionado constitui um bom método para reduzir o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em pessoas predispostas. Importante também é que cada vez mais os cardiologistas e médicos, de modo geral, têm reconhecido a importância do exercício físico supervisionado na promoção e na reabilitação da saúde, mas ainda falta muito a ser esclarecido. Hoje, sabe-se que quanto antes iniciarmos um programa de exercícios físicos regulares, maior será o impacto no índice de redução de mortes por doenças relacionadas à falta de exercícios.

São inúmeras as evidências científicas que apontam as vantagens do exercício na prevenção de doenças cardiovasculares, como uma das primeiras em 1953, quando foi observado que trocadores de ônibus da cidade de Londres, que trabalhavam subindo e descendo as escadas de carros com andar duplo, tinham a metade da incidência de infarto e de morte quando comparados aos motoristas mais sedentários.

E assim, publicam-se diversos outros estudos relatando maior cardioproteção em indivíduos com melhores condições aeróbicas. O mesmo também pode ser visto quando estamos diante de indivíduos com doença já instalada, diversos dados científicos apresentam benefícios, vantagens e segurança do exercício físico em indivíduos que participam de programas de reabilitação cardíaca. Com uma redução na mortalidade cardíaca geral de 20% a 30%, bem como redução da taxa de reinfarto e demais eventos coronarianos como cirurgias cardíacas.

É fato que a prática de exercícios aeróbicas como caminhar, corridas moderadas, ciclismo, natação, etc..., bem como os exercícios de fortalecimento muscular (musculação) e alongamentos, realizados no mínimo três vezes por semana sob orientação profissional irá definir a intensidade e tipos de exercícios. Sendo assim, pode-se estar protegendo tanto o indivíduo saudável quanto ao portador de doença cardíaca, reduzindo a mortalidade.

No entanto, é de extrema importância que os indivíduos, principalmente os portadores de doenças cardíacas, sejam de moderado ou alto risco, consultem seu cardiologista com frequência para que possa estratificar esses riscos e averiguar a necessidade de uma supervisão médica presencial constante ou não. Só assim os programas de reabilitação cardíaca poderão trabalhar com prescrições mais adequadas e modernas, sejam mais leves ou mais intensas, apresentando baixas taxas de complicações, risco de parada cardiorespiratória e infarto do miocárdio. O estilo de vida ativos e forma adequada e individualizada de realizar exercícios físicos, trará grandes benefícios e longevidade, prevenindo doenças e melhorando muito a qualidade de vida.

Edgar Cintra é personal trainer em Londrina

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