Fala, Professor
A ginástica artística (anteriormente denominada de ginástica olímpica, pois foi a primeira modalidade ginástica a ser inserida nas olimpíadas) é uma modalidade esportiva que atualmente é dividida em feminina e masculina. A feminina é composta pelos aparelhos trave, solo, salto sobre a mesa e paralela assimétrica e a masculina contempla os aparelhos paralela simétrica, argolas, cavalo com alças, salto sobre a mesa, solo e barra-fixa.
Originalmente, a modalidade, que começou na Alemanha, consistia em marchas, corridas, saltos, balanceios, lançamentos, equitação, lutas, esgrima, exercícios de escalar, carregar, levantar, alongar e nadar, era realizada ao ar livre. Tipicamente militarista, era desempenhada apenas por homens visando capacitá-los, principalmente, para defender a pátria.
Quando a modalidade começou a ser realizada em recinto fechado os aparelhos e exercícios foram modificados e ampliados. Posteriormente, com a sua inserção nas olimpíadas, iniciou-se o caminho para uma evolução que, atualmente, é considerada constante no esporte, através das modificações dos regulamentos técnicos; dos critérios de julgamento; modificação ou aparecimento de aparelhos novos; a interferência de certas nações no contexto da ginástica; as influências individuais criando novos padrões de execução; o aperfeiçoamento físico e o aprimoramento das técnicas de ensino-aprendizagem.
A ginástica artística é um esporte em que a (o) ginasta se expressa com o próprio corpo e se distingue pela grande variedade de movimentos naturais, artificiais, dinâmicos ou estáticos de difícil coordenação. O praticante desafia as leis da física, buscando o domínio do corpo nas mais variadas situações: em posições invertidas, em rotações, em diferentes alturas e equipamentos, utilizando diferentes partes do corpo, assumindo formas diferentes.
Esta modalidade pode servir como meio para a estimulação motora infantil, pois o ambiente da ginástica é rico, apresenta um número variado de aparelhos oficiais e auxiliares proporcionando o desenvolvimento das habilidades motoras, a vivência de movimentos naturais e utilitários, os quais são indispensáveis. Proporciona, também, um ganho de condicionamento físico desenvolvendo a força, a velocidade, a coordenação motora, o equilíbrio, o ritmo e a flexibilidade.
A ginástica artística pode ser voltada aos mais talentosos que se dedicam inúmeras horas de treinamento para atingir o máximo de perfeição e precisão nas habilidades, visando o alto rendimento. Também pode ser praticada por aqueles que apreciam a participação sem fins competitivos, uma forma de ginástica na qual existe a possibilidade da diversificação do movimento, e o objetivo é experimentar, explorar, criar e desafiar as leis da física, desenvolver um domínio do corpo para torná-lo funcional e eficiente, nas diferentes situações do dia-a-dia, em que a individualidade é valorizada, e o foco esta no processo.
Os elementos que compõem a modalidade são aprimoramentos e reconstruções a partir dos padrões fundamentais de movimento (rolar, correr, saltar, equilibrar-se...), adquiridos entre os 2 e 7 anos de idade. Por isto a faixa etária considerada indicada para o início do esporte é a partir dos 4 anos, pois a criança está na etapa intermediária da aquisição destes movimentos, considerados primordiais para o processo de desenvolvimento motor do ser humano. E o êxito da criança, neste esporte, depende muito das habilidades motoras e as capacidades físicas desenvolvidas nas fases iniciais, pois são pré-requisito para a elaboração de movimentos complexos.
A criança deve ser vista como um ser humano aberto a experiências, contudo deve ser respeitado o seu nível particular de desenvolvimento, sendo assim, é necessária uma sequência adequada para seu desenvolvimento motor e cognitivo equilibrado e a ginástica artística pode auxiliar neste processo.
Profª. Rosana Sohaila T. Moreira
Coord. da Associação Londrinense de Ginástica Artística/ALGA, docente da UNIFIL, mestranda e membro do grupo GEPEDAM na UEL.





