Fala, Professor
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
A avaliação física já virou praxe nas academias de musculação. É fundamental saber como anda a saúde dos alunos para evitar contratempos, como infartos ou derrames repentinos devido ao excesso de esforço por portadores de problemas cardíados durante os exercícios. Mas se existe uma etapa que espanta qualquer candidato a atleta é o exame do eletrocardiograma. Devido à morosidade para se marcar o exame com um cardiologista, muitos desistiam ou se arriscavam sem saber se estavam bem de saúde, fato que tornava a avaliação incompleta.
Entretanto, uma invenção batizada de Telcor há seis anos tenta levar para dentro das academias um sistema de eletrocardiograma via telefone. Basta possuir uma linha telefônica, um monitor transtelefônico e um computador conectado à internet. Segundo Francisco Florêncio, proprietário da Espaço Físico única academia adepta à tecnologia em Londrina, a invenção trouxe praticidade e segurança para sua tarefa diária de avaliação dos futuros alunos.
Basta posicionar o monitor transtelefônico acoplado ao fone no peito e, segundo Florêncio, logo em seguida a central que monitora a frequência cardíaca recebe os sinais e dentro cinco minutos o teste chega via e-mail, com os detalhes do quadro clínico do paciente.
Ele ressalta que o diagnóstico é feito por um cardiologista de plantão. A tranquilidade e credibilidade que é passada para os responsáveis pela academia é muito grande. O acesso aos dados dá segurança para seguir em frente sem medo, garante.
Como o proprietário da Espaço Físico submete seus alunos a frequentes testes de pressão, seus relatórios podem ser úteis aos médicos na hora de fazer um check-up. Afinal, muitos alunos tomam remédios contra hipertensão e o contato com os profissionais das academias é mais constante que o do próprio médico. Acompanhar a pressão arterial no dia a dia da academia oferece um histórico sobre a variação da pressão arterial. Se usada com inteligência será uma importante ferramenta para o cardiolo-gista, acredita.
Há seis anos o Telcor está disponível para as academias londrinenses que ainda não aderiram à novidade. Tendo como base a academia de Florêncio, e média é alta e chega a 50 exames mensais, que significa quase dois diagnósticos por dia. Seu custo é de R$ 180 por mês e nestes cinco anos usando o equipamento, ele conta que a média de reprovação devido a alterações cardíadas varia entre 3% e 5%. Antes de submeter o paciente a um esforço físico, mesmo que controlado, é importante obter um diagnóstico médico anteci-pado, acredita.
O perfil dos reprovados no teste do coração por telefone não é formado apenas por idosos, mas também por adultos na faixa etária de 30 a 50 anos. Quando o Telcor de alguém acusa variações cardíacas suspeitas, o proprietário da academia conta que o importante é não submetê-lo aos exercícios. Ele afirma que, como podem sofrer graves problemas cardíacos, é fundamental passar por exames mais precisos antes. Muitas vezes ele só necessita de um cuidado maior, porque as restrições não impedem o indivíduo da qualquer atividade física, aponta.


