Fala, Professor
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quarta-feira, 03 de junho de 2009
Renato Oliveira<BR> Reportagem Local 
Se existe um risco que põe medo em qualquer cidadão é o de sofrer um infarto. A motivo mais comum para tal incidente é a hipertensão arterial, uma doença evidente nos tempos atuais. Grande parte dos hipertensos são obesos, mas existem fatores como sedentarismo, hereditariedade, alcoolismo e estresse que contribuem para ampliar sua incidência e o seu agravamento. De acordo com pesquisas médicas, um em cada cinco brasileiros é apontado como portador desta patologia.
Diante deste mal, praticar algum esporte é a primeira providência de quem toma conhecimento da hipertensão. É para se exercitar de maneira correta que existe o projeto Exercício Físico e Prevenção Cardiovascular, coordenado pela docente Márcia Greguol, na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Seu foco é alertar para os perigos da prática de esportes sem nenhum acompanhamento médico. Como a hipertensão é uma situação de tensão elevada dos vasos pela circulação do sanguínea, altas cargas de exercícios podem causar problemas como um acidente vascular cerebral (AVC), define.
Por isso, é preciso fazer uma avaliação física por meio de um exame chamado eletrocardiograma. Segundo Márcia, ele possibilita saber com precisão quais os níveis de esforços o hipertenso suporta porque monitora sua frequência cardíaca. É fundamental antes de ingressar em uma academia. Sem ele, qualquer prescrição é imprecisa e perigosa, porque trabalhar acima do seu limite pode trazer consequências sérias, aconselha.
No projeto oferecido pela UEL, somente após o diagnóstico é possível iniciar os trabalhos por meio de baterias de exercícios. Márcia conta que costuma trabalhar de duas maneiras distintas: os primeiros são chamados de aeróbios que são de intensidade moderada e longa duração. Por sua vez, o outro treinamento é conhecido como localizado com pesos. Os primeiros são as caminhadas e os trabalhos na bicicleta ergométrica e os outros são conhecidos popularmente como musculação, exemplifica.
Sobre os reais benefícios de cada tipo de exercício, Márcia explica que nos aeróbios o respaldo é sobre o aumento no fluxo sanguíneo dilatando as cavidades do coração, fato que melhora o sistema cardiovascular. No segundo caso, amplia a resistência nos braços e pernas tornando os músculos mais fortes. Além do trabalho de reabilitação do sistema cardíaco, também é importante aumentar a força dos hipertensos. Como muitos dos nossos alunos são pessoas de idade, a falta de força nos braços dificulta até na hora de tarefas simples, como carregar as sacolas do supermercado, diz.
Finalmente, os casos mais delicados são os que envolvem hipertensão e obesidade que é uma das principais causas desta doença. Segundo Márcia, eles são pré-dispostos a hipertensão e normalmente são cardíacos e sofrem de diabetes. As complicações nestes casos são mais comuns e existe um agravante, uma vez que não conseguem praticar esportes ou caminhadas porque o impacto causa problemas nas articulações, explica. Quem sofrer de hipertensão e quiser participar do projeto pode buscar outras informações pelo telefone (43) 3371-4208.


