Fala Professor
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de março de 2009
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Em termos de conquistas e títulos mundiais, o vôlei é seguramente o segundo esporte nacional, com muitos troféus ganhos pela seleção masculina de Giba & Cia. Mas quando se verifica a prática do esporte no País e a quantidade de times espalhados pelos municípios, ele perde para o futsal, o basquete e o handebol. Poucas são as cidades do Paraná que têm times adultos de vôlei disputando o Campeonato Estadual ou a Liga de Voleibol, o que enfraquece essas competições e gera o desinteresse por parte do público.
Para o professor de Educação Física Ronivaldo Marques, o Fumaça, técnico da seleção masculina que representará Londrina nos Jogos da Juventude do Paraná, a pequena quantidade de equipes é fruto do interesse menor dos adolescentes e jovens de hoje pelo vôlei. Hoje quase você não vê um garoto entrando na internet ou no MSN para ler notícias sobre vôlei, como ocorria no passado, até a década de 90, constata Fumaça.
Esse comportamento, na sua opinião, é resultado do fato de não passarem mais jogos de vôlei (de times) na tevê aberta. Infelizmente o vôlei hoje é um esporte de canal fechado, o que diminui demais a audiência. Como consequência, a molecada não busca mais um atleta para se espelhar, para tentar imitar, como acontecia antigamente. No passado havia isso e as quadras ficavam repletas de adolescentes querendo aprender aquilo que viam na tevê, relembra.
Para Fumaça, uma alternativa para os professores motivarem as crianças a praticarem mais a modalidade é criar formas alternativas que facilitem o aprendizado, como o mini-vôlei. Dessa forma usamos uma quadra menor e os alunos participam mais do jogo, não ficando tão difícil. Além disso, conseguimos colocar várias turmas numa mesma quadra, sugere.


