Fala Professor
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terça-feira, 17 de março de 2009
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Hoje temos dificuldade de manter a concentração e a participação ativa dos alunos do Ensino Médio nas aulas, mesmo quando promovemos jogos na quadra. A declaração é do professor Nei Mártire, 55 anos, do Colégio Olavo Bilac, de Ibiporã. Ele fala com conhecimento de causa, afinal está no serviço público há 40 anos. Além de professor da rede estadual, trabalha como técnico da Secretaria de Esportes de Ibiporã.
Mártire lamenta que, ao invés de ser a disciplina mais prazerosa do currículo, pelo falo de ser fora da sala de aula, a Educação Física tem sido objeto de desinteresse por parte de alguns adolescentes. Muitos ficam esperando o time deles perder para não precisar jogar a partida seguinte. Daí saem e sentam no canto da quadra para ouvir música ou para jogar no celular ou no MP4, lamenta. Na nossa época de moleque a gente queria ficar ao máximo na quadra e jogava antes e depois das aulas. Hoje estamos na era da Coca-Cola e do chips e até as crianças estão sedentárias, compara o professor.
Atualmente, como luta contra a influência da tecnologia na vida dos adolescentes, Mártire usa de algumas artimanhas: Para que eles se interessem pela Educação Física digo para os meninos, por exemplo: Você está ficando obeso, tem que cuidar da sua saúde, correr, se mexer, senão vai ter problemas logo, logo. Daí eles levam um pouco mais a sério, relata.
De acordo com Mártire, as desculpas dos adolescentes são as mais diversas. As meninas dizem que não sabem jogar, mas na verdade não querem suar para não atrapalhar a próxima aula; os garotos falam que esqueceram o tênis de Educação Física e não querem sujar o tênis branco que vieram para mostrar na escola, lamenta o professor.
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