Todos os dias, entre 18 e 20 horas, o Lago Igapó 2 e o Zerão, em Londrina, ficam lotados. Eles são os pontos de convergência de milhares de jovens e adultos da cidade que vêm de todos os cantos para praticar ali o seu esporte preferido, que é garantia de saúde na certa: a corrida.
Na opinião do professor João Borges, assessor da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e que durante 32 anos foi professor de atletismo na UEL, a corrida é o esporte hoje preferido de muita gente por um motivo simples: ''É uma atividade natural, inerente ao ser humano. Além disso, é cada vez maior o interesse das pessoas de buscarem uma atividade física que possa ser praticada ao ar livre, num ambiente agradável, como é o lago e a vegetação que ele tem em volta'', comentou o professor.
Outro fator que desperta motivação nas pessoas comuns que começam um programa de atividade física é a busca de melhorar a cada dia. ''Assim como é natural correr, também é natural você querer competir contra si mesmo. Provar para si que você é capaz, que pode fazer um tempo melhor do que fez na semana passada ou percorrer um trecho maior. Isso dá uma satisfação muito grande para encarar novos desafios'', observa Borges.
O ex-professor da UEL escolheu o atletismo para se especializar desde que foi convidado para ser o técnico da seleção de Londrina na modalidade nos Jogos Abertos do Paraná (JAP's) de 1971. Naquele ano a cidade sediou a competição e o atletismo foi um dos destaques. ''Durante esses 32 anos como professor da UEL e também como técnico, sempre procurei passar para meus alunos de Educação Física a melhor forma de ensinarem o atletismo, o que não tem muito segredo. Afinal o atletismo é o esporte de base para o ser humano e todo mundo sabe fazer. Toda criança, desde pequena, corre, salta, anda, arremessa qualquer objeto. São atividades naturais'', comenta.
Para Borges, mesmo que algum aluno não goste de um determinado esporte, como o atletismo, ''dificilmente se encontrará um que não goste de Educação Física''. ''Eles têm um tendência natural de apreciar atividades físicas, porque elas diferenciam das tarefas obrigatórias de sala de aula. Compete apenas ao professor canalizar as energias dessas crianças e adolescentes, usando a força e a influência que têm sobre eles'', descreve.

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