Fala, Professor
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O professor de Educação Física Erick Robim, 23 anos, trabalha há três anos como instrutor e técnico de natação na Associação de Deficientes Físicos de Londrina (Adefil). Neste período, aprendeu sobre os vários benefícios que este esporte pode trazer às pessoas com deficiência física, tanto no que se refere à melhoria na parte motora, quando no desenvolvimento psicossocial dos praticantes.
Para os seus atletas, a natação traz ainda mais benefícios do que os já conhecidos para todas as pessoas, que são o ganho de força física, aumento da flexibilidade e melhoria da capacidade cardiorrespiratória. Eu vejo como principal vantagem a reinserção do deficiente físico tanto nos esportes quanto na sociedade. Durante os treinos e competições, eles (deficientes) passam a ter um relacionamento maior com pessoas não portadoras, trocam mais experiências e tudo isso influencia diretamente no ganho de auto-estima da pessoa, que dessa foram se vê capaz de realizar muitas outras atividades como cidadão, analisa Robim.
O professor diz que procura fazer o deficiente enxergar que existe vida depois do trauma ou do acidente. Não adianta ficar lamentando. O exercício físico é crucial não só para sua recuparação motora, mas também para dar uma demonstração ao deficiente de que ele é uma pessoa capaz e que pode enfrentar os outros obstáculos que surgiram na vida, ensina. Sobre as vantagens motoras, a natação melhora o tônus muscular e a flexibilidade (pois após a lesão ocorre uma perda natural de massa muscular e encurtamento do músculo) e, por ser realizada na água, permite a realização de movimentos que seriam impossíveis no chão, por exemplo.


