Fala, professor
Não há como se falar no judô londrinense sem mencionar o professor Yoshihiro Okano, 70 anos, que comanda há 38 anos a Academia de Judô do Canadá Country Club. Comandando em média 70 a 80 alunos por ano, Okano já formou ''algumas dezenas de faixas pretas'', entre eles um ex-aluno ilustre que ainda treina regularmente na academia apesar da rotina corrida de médico. É o ortopedista Áureo Cinagawa, faixa preta com 4º Dan, que dá assessoria a Okano na área de medicina esportiva.
Okano é professor da arte marcial desde 1968, quando começou no Colégio Marista e depois passou pela AABB e por uma academia particular no Centro. É formado em Educação Física pela UEL, onde trabalhou como professor por 27 anos nas disciplinas de judô e introdução à pesquisa em Educação Física. Fez ainda mestrado na Universidade de Tenri, no Japão.
Para ensinar judô o professor ''tem que ter uma vocação de educador'', afirma Okano. ''O judô que surgiu em 1867, por iniciativa do japonês Jigoro Kano, que era praticante de jiu-jitsu. Mas como o jiu-jitsu era uma arte somente de guerra e de defesa pessoal para os samurais, ele desenvolveu um esporte que formasse cidadãos e que fosse uma forma de Educação Física. Aí surgiu o judô'', conta.
O professor afirma que a modalidade tem um forte componente educacional e que não pode ser um ''instrumento de briga'': ''Ensinamos os alunos que o judô tem que ser pautado pelo respeito ao próximo e ao adversário e que eles precisam competir porque a vida depois é uma competição. Além disso, o ganho de quem pratica o judô é o desenvolvimento da autoconfiança.''





