Fala, Professor
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terça-feira, 06 de janeiro de 2009
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Há cinco anos o fisioterapeuta londrinense César Parreira utiliza o recurso da crioterapia (fisioterapia à base de gelo) para a recuperação muscular dos atletas da equipe masculina de handebol da Unopar/FEL/Sercomtel. Ele diz que o benefício do tratamento com gelo é reparar os jogadores das microlesões que surgem da situação de estresse muscular que ocorre nos jogos. Além disso, funciona como processo analgésico e antiinflamtório após as partidas, ensina.
Parreira explica que faz a imersão dos jogadores numa piscina com gelo durante um período de oito minutos, em temperatura de 5 graus positivos. Após os primeiros cinco minutos, o gelo gera um efeito vasodilatador induzido pelo frio que ajuda a remover o ácido lático que é liberado no músculo do atleta durante o esforço. O gelo gera esse metabolismo secundário, detalhou o especialista, que viaja com o time de handebol para os jogos fora e adota o mesmo processo em todos os locais onde a equipe compete.
O efeito só é válido se a crioterapia é feita em até 24 horas depois dos jogos. O ideal é que seja logo após as partidas ou nas primeiras 12 horas. A imersão é feita somente até a altura da cintura do atleta. Se fizermos até o tórax ou os braços pode haver alteração na freqüência cardíaca e na pressão arterial do jogador, o que seria muito perigoso, alerta.
Parreira frisa, entretanto, que o recurso da imersão só é indicado para atletas de alto rendimento. É só para casos de alta exigência física, quando se exige acima de 85% da capacidade funcional. Não é para atletas de final de semana, distinguiu.


