Fala, Professor
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Muitos pais sonham em ver o filho se tornar um atleta e, nessa ansiedade, acabam forçando a criança a praticar algo que não gosta. A conseqüência pode ser o afastamento dela do esporte.
Assim, é importante a criança ter a iniciação esportiva bem cedo e de forma que não seja encarada como uma obrigação e sim como uma brincadeira. Aos dois anos os pequeninos já se interessam pelo esporte, que será um bom desenvolvedor das habilidades motoras.
Nós usamos atividades lúdicas, atividades que vão exigir força, flexibilidade, coordenação e ritmo das crianças, explica o professor de educação física Marcos Antonio Brito, de 34 anos, ex-técnico da equipe londrinense de ginástica artística e que trabalha a iniciação esportiva com crianças de dois a sete anos da Escola Pequenos Passos, de Londrina.
O Tio Marcão, como é chamado pelas crianças, utiliza justamente os métodos da ginástica para introduzir os alunos no esporte. E os resultados, segundo ele, são satisfatórios. A gente nota a diferença das crianças que praticam para as que não têm esse tipo de atividade. Com o pessoalzinho de dois anos, a gente usa a cambalhota e a parada de mão, por exemplo, já que eles têm bastante força. Com o pessoal mais velho, de quatro anos, por exemplo, utilizamos a disciplina. É diferente, interessante e eles gostam, aponta o professor.
Ele afirma que a disciplina aplicada nas aulas de educação física são levadas pelas crianças para a sala de aula e para a casa. Além de gastar energia, eles aprendem desde pequeno a lidar com regras, ressalta, lembrando que o incentivo dos pais é fundamental.


