Fala, Professor
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
No que dependesse apenas dos alunos e dos professores de Educação Física da rede pública, as escolas do Paraná teriam muito mais aulas da disciplina no currículo. É a opinião da professora de Educação Física Dalva Ferreira, 43 anos, que dá aulas em dois colégios estaduais de Londrina: Marcelino Champagnat e Hugo Simas. Se dependesse dos alunos eles queriam umas quatro a cinco aulas de Educação Física por semana, mas só têm duas. E o currículo permite, mas não acontece por falta de sensibilização de muitos diretores, que não enxergam o ganho que se teria com isso para o aprendizado dos alunos, afirma Dalva.
Hoje os nossos adolescentes, principalmente os do Centro da cidade, não fazem nenhuma atividade física fora da escola. São raras as exceções. Eles ficam muito na frente do computador ou da televisão. Não brincam e não jogam mais na rua, nem sobem em árvores, como fazíamos na nossa época, compara a docente. Por esse motivo, aponta ela, seria muito importante e saudável que praticassem mais atividades físicas na escola, o que iria ajudar tanto na parte física, quanto mental.
A sugestão da professora para encaixar mais tempo de Educação Física no currículo é que houvesse menos aulas de Português ou de Matemática, que têm cada uma cinco aulas semanais. Normalmente só têm essa visão diretores que foram professores de Educação Física,
observa Dalva.
Dalva Ferreira é professora dos colégios estaduais Marcelino Champagnat e Hugo Simas, em Londrina


