FALA, PROFESSOR - Uma boa opção para quem corre das academias
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quinta-feira, 07 de outubro de 2010
Rafael Souza<BR>Reportagem Local 
Passado o frio do inverno londrinense, as academias começam a lotar novamente com os famosos ''atletas de final de ano'', que buscam ficar com o corpo perfeito para as viagens de férias. Mas tem uma outra turma que não quer saber da agitação das academias e anda preferindo se exercitar num outro lugar, bem mais tranquilo: em casa.
A ideia foi da professora de Educação Física Adriana Keller. Cansada de ouvir as reclamações dos alunos nas academias onde trabalhava, ela resolveu levar os aparelhos e os alunos para sua casa. E a iniciativa deu muito certo. ''Comecei fazendo avaliações físicas e aos poucos fui vendo a necessidade do pessoal e assim está já há sete meses'', contou.
A área escolhida por Adriana para montar a ''miniacademia'' foi a garagem da sua casa, onde ela mora com a mãe e seus dois filhos. E olhando de perto, não há nada de improviso. É tudo bem organizado. Tem esteira, halteres, espaço para kickboxing, camas elásticas para jump, entre outros. ''Não falta nada, o que tem aqui é suficiente para realizar praticamente todos os exercícios'', reforçou a professora, que já gastou cerca de R$ 4,5 mil na montagem do local.
O novo modelo de treinamento já conta com quase dez alunos, que encontraram lá o que faltava nas academias convencionais. ''Aqui eu priorizo o trabalho individualizado. Não atendo mais que dois por horário para poder ficar atenta com toda a movimentação dos alunos durante o treino''.
E esse acompanhamento não é a única vantagem que ela cita. Para a professora, este modelo possibilita aplicar o ''circuito'' - tipo de treinamento que envolve várias atividades - com mais eficácia. E detalhe, tudo coordenado por ela. ''Outra ideia é fugir do treinamento básico, que incomoda e tira a motivação dos alunos. Por isso, procuro trabalhar várias atividades juntas para diversificar e não ficar maçante'', justificou.
A estudante e modelo Erika Razzini, 17, e sua mãe Valdete da Silva, 40, trocaram a academia convencional pela casa da professora Adriana e não se arrependeram. ''O que conta mais é a atenção dela. Ela orienta certinho como fazer e com isso a gente alcança o resultado desejado mais rapidamente'', contou a jovem. ''Essa forma de treinar deixa a gente mais animada. Acho que não volto mais pra academia'', completou a mãe.
Já pensando em atrair mais alunos a fazerem exercícios em casa, a professora já tem parcerias com uma esteticista, ortopedista, nutricionista, ginecologista e gastroenterologista.


