Atletas de tênis, vôlei, handebol, golfe, natação, basquete e outros esportes que envolvem braços e mãos têm algo em comum: a inevitável lesão de ombro. De tanto repetir os movimentos nos treinamentos e nas disputas, uma hora essa complexa articulação do corpo acusa o golpe e derruba o atleta. Por ser a articulação com maior amplitude de movimento ela tem pouca estabilidade, o que acaba favorecendo as lesões nestes esportes.
O ortopedista Rodrigo Egger, especialista em ombro e cotovelo e com atuação na medicina do esporte, explica que se alguns cuidados forem tomados, vários atletas podem evitar as lesões nos ombros. ''Saber o seu limite para não exceder nos treinamentos e um bom equilíbrio muscular do ombro, ajudam os esportistas a evitarem as lesões'', explicou Egger, integrante do Departamento Médico da Unopar Londrina/Sercomtel.
Além dos esportistas, as lesões nos ombros também podem atingir desde a dona de casa até o atleta de final de semana. Dos 35 aos 45 anos, a causa mais frequente é um trauma agudo ao executar um movimento de arremesso. Acima dos 50, elas atingem mais as pessoas que praticam atividades nos finais de semana, e entre os 60 e 70, esse tipo de lesão atinge mais as mulheres e em geral são por envelhecimento dos tecidos. Entre as várias lesões causadas pela prática esportiva, as de ombro representam cerca de 13% do total.
A artroscopia é o tratamento cirúrgico de melhor escolha, de acordo com Egger, pois permite fazer tudo o que se faz em uma cirurgia aberta, mas com uma recuperação melhor. ''Neste caso fazemos a fixação da lesão com o auxílio de âncoras, que são pequenos parafusos de titânio ou absorvíveis colocados no osso'', apontou o ortopedista. ''Mas é importante a rapidez no diagnóstico. Quanto mais cedo a pessoa procurar um médico após dores que indiquem lesão no ombro, mais rápida será a recuperação'', completou.
Nos esportes com raquete ou no vôlei, na maioria das vezes, os atletas têm lesões relacionadas à sobrecarga e/ou descompensação da musculatura. Na natação, há uma exposição maior ao impacto e lesões de uso excessivo, relacionadas à grande amplitude de movimentos do ombro, que pode gerar instabilidade por afrouxamento.
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