FALA, PROFESSOR - Lesão no tornozelo atormenta atletas
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quarta-feira, 02 de março de 2011
Reportagem Local 
Quem pratica esportes como futebol, basquete ou vôlei, provavelmente, já sofreu uma lesão no tornozelo. A entorse vem seguida de uma dor que, muitas vezes, incomoda por um longo período. Aproximadamente 25 mil pessoas sofrem uma entorse de tornozelo a cada dia. Estas lesões nem sempre são simples e podem resultar em sintomas residuais em até 40% dos pacientes.
De acordo com o ortopedista Rodrigo Medeiros, qualquer dos ligamentos do tornozelo pode-se lesar. ''As entorses costumam ocorrer quando o tornozelo roda para fora, fazendo com que a planta do pé fique virada para o outro pé (se inverta)'', observa.
O especialista acrescenta que os ligamentos frouxos no tornozelo, os músculos fracos, as lesões dos nervos da perna, alguns tipos de calçado (como os sapatos de salto alto e estreito) e certas maneiras de caminhar, tendem a provocar a rotação do pé para fora, aumentando o risco de uma entorse.
A gravidade da entorse depende do grau de estiramento ou de rotura dos ligamentos. Numa entorse ligeira, os ligamentos podem estirar-se, mas de fato não se dilaceram. O tornozelo não costuma doer ou inchar em demasia; contudo, uma torção ligeira aumenta o risco de uma lesão recorrente. Numa entorse moderada, os ligamentos rompem-se parcialmente. A inflamação e os hematomas são frequentes. Em geral, é dolorosa e torna-se difícil andar. Na entorse grave, os ligamentos dilaceram-se completamente, causando inchaço e por vezes hemorragia sob a pele. Por conseguinte, o tornozelo torna-se instável e incapaz de suportar o peso.
Medeiros ressalta que o tratamento adotado depende da gravidade da entorse. Em geral, as torções ligeiras tratam-se envolvendo o tornozelo e o pé com uma ligadura elástica, aplicando compressas de gelo na zona, elevando o tornozelo e, à medida que os ligamentos se curam, aumenta-se de forma gradual o número de passos e exercícios. Nas entorses moderadas usa-se habitualmente um apoio para andar, que se conserva durante três semanas. Este imobiliza a parte inferior da perna, mas permite andar com o tornozelo lesionado.
Nas lesões graves, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, mas existe controvérsia sobre este tipo de cirurgia. Segundo alguns cirurgiões, a reconstrução cirúrgica dos ligamentos rasgados e gravemente lesados não é mais eficaz que o tratamento sem cirurgia. ''É muito importante a fisioterapia para restabelecer o movimento, fortalecer os músculos e melhorar o equilíbrio e tempo de resposta, antes de voltar às atividades intensivas'', orienta Medeiros.
Por fim, para aqueles que sofrem torções constantes no tornozelo, o ortopedista sugere a utilização de aparelhos ortopédicos, como faixas, para os tornozelos e a colocação de dispositivos no calçado para estabilizar o pé e o tornozelo.


