FALA, PROFESSOR - Jazz dance: terapia e desenvoltura
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Renato Oliveira<BR>Reportagem Local 
A dança ajuda a deixar as pessoas menos inibidas. Foi isso que a professora de português Carla Kuhleiwein sentiu quando entrou nas aulas de jazz dance há seis anos. Na infância, chegou a conhecer a dança folclórica e o balé, dos quais herdou o gosto pela dança.
Atualmente, ela participa de um grupo de jazz dance e acredita que o estilo seja uma expressão artística. ''Mas dependendo do caso pode funcionar como terapia'', aponta.
''Nestes anos obtive melhoras em vários sentidos, em primeiro lugar na postura. Outro ponto importante é que a dança exige desenvoltura na hora de se expressar. Como sou professora, isso ajuda bastante no dia a dia. Eu tenho que ser desinibida e nisso o jazz dance contribui'', explica.
A professora Débora Crusiol explica que a raiz do jazz dance é o ballet clássico. A diferença, segundo ela, reside na possibilidade de criar movimentos diferenciados em cima da base clássica.
''Em ambas as modalidades é trabalhada toda coordenação motora, porém o jazz dance conta com movimentos ousados e inusitados, além de muita expressão corporal e dinamismo'', explica Débora.
A professora observa que a procura está concentrada em mulheres na faixa etária dos 40 aos 50 anos. ''São pessoas que ficaram com aquilo guardado desde criança e resolveram aprender depois de certa idade. Ela vê que aquilo que parecia impossível, por ser descoordenada, aos poucos faz seu corpo se soltar. A expressão do corpo se transforma no final em paz e harmonia'', explica. ''É a hora que elas param com todo o estresse da semana e relaxam dançando'', completa.
No caso das crianças, Débora assegura que o trabalho é focado no desenvolvimento da coordenação motora e expressão corporal. Dentre os exemplos, ela cita casos de crianças que chegam inibidas e introvertidas e a partir do relacionamento com outras alunas e a dança, elas se tornam mais sociáveis.
''Outro aspecto interessante é a criatividade que acaba sendo estimulada pela improvisação. Isso prepara a criança para interagir com um público com o qual ela não está acostumada. Isso se reflete em melhoras nas relações com família e escola'', ressalta.
Débora recomenda atenção redobrada com pessoas que sentem dores no joelho. ''Esta é a única contraindicação. Fora isso é tranquilo e todo mundo pode'', conclui.


