Com o verão chegando, nada mais agradável que praticar exercícios físicos dentro da água. A natação é a opção mais comum. Mas a hidroginástica pode ser uma alternativa interessante, ainda mais se a pessoa não souber nadar. Parecido com uma sessão de aulas coreografadas, mas dentro da água, a procura predominante ainda está restrita a pessoas com problemas de saúde.
O professor Leandro da Silva ressalta que a hidroginástica não trabalha com apenas um grupo muscular, a exemplo da natação. Ele explica que a semelhança entre ambos é a possibilidade de utilizar a resistência da água para promover o desenvolvimento do sistema respiratório, cardiovascular e atuar na recuperação de lesões.
''Na hidromassagem a vantagem é que se a pessoa não sabe nadar, e quer emagrecer, ela não precisa aprender a nadar primeiro para depois começar a praticar o exercício'', compara.
Tatiane Oda assinala que a hidroginástica é composta por movimentos básicos como elevação de pernas e braços. Os exercícios básicos são de extensão, flexão e saltos. ''Enquanto você está usando o braço para exercitar o bíceps, na hora de fazer o movimento inverso irá trabalhar o tríceps. Dá para trabalhar com todos os grupos musculares ao mesmo tempo'', detalha.
Silva conta que não há restrições para praticar a hidroginástica. ''Pessoas com problemas de coluna ou articulações e gestantes podem fazer porque o risco de lesão é muito reduzido. É indicado até para quem tem problemas de coração, diabetes, hipertensão, colesterol'', afirma. Por aula, a queima de gordura varia entre 400 e 600 calorias, dependendo do ritmo da aula.
A única contraindicação é para pessoas que não podem praticar nenhum tipo de exercício físico. Dentre os exemplos mais comuns, Tatiane cita o exemplo de um aluno que sofria de fibromialgia. ''Outra situação que a pessoa não pode é em caso de crise de bursite. Problemas cardíacos muito graves também não dá'', observa.

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