FALA, PROFESSOR - Diminuindo diferenças
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
Inclusão que gera informação e felicidade. Esta é a proposta da professora de educação física Cleuza Maria de Almeida, que coordena há mais de 25 anos um trabalho de adaptação da dança para crianças e pessoas com necessidades especiais. A dedicação, inclusive, já lhe rendeu bagagem suficiente para escrever o livro 'Ginástica e Dança no ritmo da escola', lançado em dezembro de 2010.
A proposta de Cleuza vai muito além da dança convencional. Na publicação, a professora traz uma série de reflexões de outros especialistas da área sobre a inclusão da dança e ginástica para crianças, ainda na escola, como práticas esportivas e de desenvolvimento físico e psicológico dos menores. ''É uma forma de propiciar novos conhecimentos'', avalia.
Para ela, os benefícios da atividade vão além do aspecto físico e podem contemplar todos as pessoas, sem restrição de sexo, idade ou necessidades. ''A dança é uma experiência diária, que traz novidades de outras culturas, diminui diferenças e propicia novos conhecimentos. Exercita o corpo e a mente. Então, por que não fazer isso desde criança'', defende Cleuza.
Entre as pessoas com necessidades especiais, a situação é semelhante e a questão não passa de um tabu. Basta vontade. ''Durante muito tempo, se acreditou que estas pessoas tinham limites maiores, mas elas estão provando a cada dia que são capazes de fazer coisas que até mesmo elas próprias não acreditavam. A dança é um caso destes'', apontou a professora, que fez questão de apontar os resultados da prática.
''É notável a presença de uma predisposição maior, uma pessoa mais feliz, vendo que ela faz parte de um contexto onde explora seus limites e é respeitada, aceita. Quando eles começam a praticar, não param mais'', destacou Cleuza, que esteve em Londrina recentemente abordando o tema em um módulo da pós-graduação em Ginástica Rítmica da Unopar, em conjunto com a professora Roberta Gaio.


