Fagner contém euforia com boa fase do Corinthians
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quinta-feira, 03 de março de 2016
Agência Estado 
São Paulo - Apesar do bom início de temporada do Corinthians, o lateral-direito Fagner evita fazer projeções a longo prazo. O time está invicto em jogos oficiais no ano, com sete vitórias e dois empates, e lidera os seus grupos tanto no Campeonato Paulista como na Libertadores.
"Sou da opinião que quanto mais pés no chão a gente estiver, mais podemos chegar lá na frente. Penso jogo a jogo para nos consolidarmos como equipe. Quem sabe lá na frente posso ter uma resposta para favoritismo. Deixo isso para outras equipes", disse Fagner ontem em entrevista coletiva no CT do Parque Ecológico.
O lateral também prefere não fazer comparações entre o rendimento da equipe este ano com o do time campeão brasileiro do ano passado. Seis titulares deixaram o Parque São Jorge: Gil, Ralf, Renato Augusto, Jadson, Malcom e Vagner Love.
"É difícil comparar o ano passado com esse. Perdemos jogadores de qualidade, todos se questionaram e demos uma resposta muito positiva. Neste ano perdemos mais jogadores, mas os que chegaram já responderam. Temos coisas a melhorar, mas isso é coisa de dia a dia, situações de jogo, saber escolher a melhor situação. Esse amadurecimento acontece com os jogos", completou Fagner.
Domingo, o Corinthians enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. Tite ainda não decidiu se escalará todos os titulares ou um time misto no clássico.
GUILHERME
Com 1,74 m, Guilherme é um dos jogadores mais baixos do Corinthians. Mesmo assim, fez, de cabeça, o gol que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Santa Fe, quarta-feira, pela segunda rodada do Grupo 8 da Libertadores.
O lance daquele gol começou no sábado, na partida entre Corinthians e Oeste, pelo Campeonato Paulista. Guilherme errou uma cabeçada e levou um puxão de orelha de Tite, que não só mandou o atacante treinar nos últimos mais jogadas pelo alto, como também mexeu no posicionamento do jogador.
A ordem passou a ser para que Guilherme tivesse mais presença de área e atuasse em sincronia com André para não congestionar o ataque. Ou seja, quando o centroavante saía da área, Guilherme deveria entrar.
Ciente de que o Santa Fe viria para o Itaquerão com uma marcação avançada, o objetivo de Tite era o de que André abrisse espaços para Guilherme. E foi justamente isso que aconteceu no lance do gol. Enquanto Fagner e Rodriguinho tramavam a jogada pela direita, André saiu da área e distraiu a marcação, deixando um corredor livre para o avanço de Guilherme pelo meio.
Esse tipo de jogada foi ensaiada por Tite especialmente na terça-feira, quando o treinador fez o que costuma chamar de "treino fantasma". Somente com os titulares em campo, sem os reservas, Tite orienta cada passo dos atletas. A estratégia deu certo.


