Façanha do Grêmio motiva os torcedores do Inter em Londrina
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domingo, 04 de dezembro de 2005
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
A façanha obtida pelo Grêmio-RS no jogo do dia 26 de novembro contra o Náutico, em Recife (o time ganhou após ter quatro jogadores expulsos e com dois pênaltis marcados a favor do adversário), está motivando os torcedores colorados a pensar que o mesmo é possível no caso do Internacional, hoje à tarde. O time precisa golear o Coritiba para tirar o saldo favorável ao Corinthians e ainda torcer para uma derrota do Timão em Goiânia.
''Se o Grêmio conseguiu o que era impossível, nós também podemos. Temos fé de que o Inter vai fazer a parte dele, vai dar tudo certo e seremos campeões'', afirma o agrônomo Alexandre Nepomuceno, 40 anos, funcionário da Embrapa Soja, em Londrina. Nascido em Porto Alegre, ele integra um grupo de nove pesquisadores da unidade que são colorados ''desde criancinha'' e todos gaúchos.
A Embrapa Soja, aliás, é um reduto de gaúchos em solo pé-vermelho, metade gremistas e a outra metade torcedores do Inter. ''Nos primeiros anos, a maioria dos nossos pesquisadores era do Rio Grande do Sul. Hoje a concetração é menor'', conta Milton Kaster, 63, de Pelotas, que está na instituição desde a fundação da unidade em Londrina, em 1975.
Assim como ele, os outros colegas colorados estarão grudados hoje na tevê esperando pela goleada do Inter. Nepomuceno diz que para acostumar as filhas Bruna, 12, e Gabriela, 7, a torcerem para o Inter, faz as meninas assistirem aos jogos junto com ele. ''Assim vão pegando a boa influência'', brinca.
Outro pesquisador diz que tomou cuidado para que os filhos não se ''bandeassem para o outro lado'' (o do Grêmio). ''Toda a família da minha esposa é gremista e quando nasceu meu filho maior, Pietro (hoje com 11 anos), eles descarregaram presentes do Grêmio para o guri. Daí falei para a minha família, que é colorada, contra-atacar, dando uniforme completo e brindes do Inter. Assim consegui segurar o guri'', conta Alexandre Cattelan, 46, de Passo Fundo. Recentemente, o garoto começou a pegar gosto pelo Corinthians, devido à influência dos colegas de escola, ''mas logo a vontade passou e fiquei aliviado'', lembra Cattelan.
Taça O mais fanático do grupo é o pelotense José Renato Farias, 40, que está ''investindo na formação'' dos filhos Lucas, 13, e Renan, 10. ''Os guris têm o fardamento completo do Inter e na semana passavam estavam lá no Beira-Rio e assistiram ao jogo contra o Palmeiras (foram passar as férias no Sul).
Farias disse que uma taça de campeão brasileiro já está pronta em Porto Alegre, ''porque os gaúchos não estão considerando as partidas anuladas que o Corinthias jogou (e ganhou 4 pontos)''. Completam o grupo de colorados da Embrapa, Rafael Soares, Beatriz Ferreira, Osvaldo Vieira, Amélio Dall'Agnol e Laércio Fadelli.


