Depois de conquistar a primeira vitória no Grupo A do Módulo Amarelo da Copa João Havelange, o Londrina tenta mostrar hoje que pode mudar sua fisionomia de patinho feio para um belo cisne, como na fábula. A equipe enfrenta o Americano, a partir das 17 horas, no Estádio Godofredo Cruz, em Campos, com a esperança de sair da lanterna e se firmar de vez na competição. Quarta-feira, o Tubarão ganhou do Bangu (1 a 0) e pôs fim a um jejum de quatro meses sem vencer. O Americano é o quinto colocado com 13 pontos ganhos. O Londrina está em último lugar com apenas 6 pontos ganhos.
Jogadores e o técnico Wanderley Paiva também não se preocupam com o cartola-mor do adversário, o presidente da Federação do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Eduardo Viana, conhecido como Caixa d‘água, emérito defensor do time de Campos e responsável direto pela sua inclusão na Copa JH.
Não houvesse a virada de mesa no futebol brasileiro, o Americano estaria na Série C (terceira divisão).
Os londrinenses parecem estar vacinados contra o cartola. ‘‘Não vamos nem pensar no Caixa d‘água pois ele não joga e não vai atrapalhar. Vamos sim nos preocupar com o Americano que tem um bom time’’, declarou Wanderley Paiva.
O meia Marquinhos, que hoje entra no ataque no lugar de Vágner, faz coro ao técnico. ‘‘A nossa preocupação é dentro do campo. Sabemos das dificuldades de jogar em Campos e vamos com muita vontade para conquistar os três pontos.’’
O volante Flávio Goiano, que não enfrentou o Bangu na quarta-feira por estar suspenso, será a principal novidade do time. O volante Senegal (dores na coxa direita) é dúvida. Caso não jogue, Edu Guarujá volta à sua posição original de voltante e Celinho entra na lateral-direita.
A dupla de zaga composta por Nelson, 28, e Campagnollo, 29, aposta no bom entrosamento para impedir gols do Americano. ‘‘A conversa aliada à nossa experiência tem ajudado no entrosamento’’, avaliou Nelson. ‘‘A gente não vai tomar gol lá (Campos)’’, garantiu Campagnollo. Para ambos, o trabalho de Wanderley Paiva está mudando o astral do time. ‘‘A chegada do professor já deu um novo ânimo ao Londrina’’, afirmaram.
A esperança de gols está depositada no atacante angolano Johnson, artilheiro do time com três gols. Ainda tímido nas entrevistas, o jogador de 21 anos espera mais uma vez chegar às redes explorando suas características: ‘‘Gosto de aproveitar a jogadas em velocidade e as bolas cruzadas de cabeça.’’

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