Fábio Koff ironiza artimanhas do Gama
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de julho de 2000
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
O Gama continua dando trabalho ao Clube dos 13. Irritado com a posição assumida pelo clube brasiliense, que não abre mão do direito de permanecer na Primeira Divisão, o presidente do Clube dos 13, o gaúcho Fábio Koff apelou para a ironia. Koff disse que mudará de nome se a Copa João Havelange não for realizada. A competição, que reúne um total de 108 clubes da Primeira à Terceira Divisão do futebol brasileiro continua correndo sérios riscos, porque o Gama conseguiu nova vitória na Justiça Comum, que obriga a participação do clube brasiliense em qualquer competição.
Koff voltou a afirmar que o Clube dos 13 não fará acordo com o Gama e que continua recebendo pedidos de emissários ligados ao clube do Distrito Federal, que segundo ele, querem a inclusão do Gama na Série A, batizada de Módulo Azul. O Gama não é problema nosso. É assunto para ser resolvido diretamente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Fifa, disse o cartola.
Koff criticou a CBF. De acordo com o dirigente, a CBF está alheia. Ninguém parece interessado em uma solução. A CBF praticamente lavou as mãos. E vai pagar caro por isto. Quando menos esperar receberá uma punição da Fifa, disse Koff, temeroso de que o futebol brasileiro sofra uma punição forte da entidade internacional.
O Clube dos 13 divulgou a tabela da competição. O regulamento já está pronto. Idealizado pelo jurista Álvaro Mello Filho, contém 65 artigos. A primeira rodada da Copa João Havelange está prevista para o dia 29 deste mês. Até agora, entretanto, o Clube dos 13 não obteve êxito na tentativa de cassar a liminar obtida pelo Gama, que obriga a inclusão do clube brasiliense na competição e proíbe tanto a CBF como o Clube dos 13, de adotar qualquer atitude, comissiva ou omissiva, que acarrete represália, segundo despacho do juiz da 21ª Vara Federal de Brasília, Rubem Martinez Cunha.
O Clube dos 13 contratou um escritório de advogacia em Brasília. Mas o próprio Fábio Koff reconhece que a tarefa de derrubar a ação do Gama está bastante difícil. Ele garantiu que o Clube dos 13 possui um trunfo, que não quis revelar para não dar armas ao inimigo. Caso não seja possível derrubar a liminar, o Clube dos 13 pretende organizar um torneio com a participação dos 20 times que integram a entidade.
Negociações fracassam A indefinição quanto à realização de uma competição em nível nacional no segundo semestre não irá prejudicar apenas os clubes. Jogadores que apresentaram bom desempenho no primeiro semestre, como o volante Vágner, no São Paulo, e o atacante Edílson, no Corinthians, também correm risco de prejuízo.
Ambos deixaram os clubes onde estavam com a perspectiva de assinar bons contratos com outros. No entanto, como as grandes equipes estão evitando investir alto, eles estão encontrando dificuldades no mercado interno. Apesar de Edílson ainda ter possibilidade de acertar com o Vasco, o caminho mais viável para os jogadores de primeira linha, neste momento, é tentar transferência para equipes do exterior.
Os procuradores de Edílson estariam negociando sua ida ao La Coruña, da Espanha. Com relação a Vágner, o jogador está muito perto de fechar com o Celta, também da Espanha.


