O atacante Fábio Júnior, emprestado pela Roma ao Palmeiras, foi denunciado ontem pelo fiscal Carlo Porceddu à Comissão Disciplinar que julga na Itália o caso de falsificação de passaportes.
O fiscal baseou sua acusação na violação do código de ética esportiva, que todos os atletas se comprometem a respeitar ao serem inscritos para atuar na Itália.
Além do atacante, relacionado pelo Palmeiras para a partida de ontem à noite contra o São Caetano, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América, foram denunciados os argentinos Verón, da Lazio, e Bartelt, emprestado pela Roma ao Real Sociedad (Espanha).
As duas equipes envolvidas, as rivais Lazio e Roma, também foram incluídas na denúncia.
Essas denúncias se juntaram às que a comissão já possui contra o Milan, a Inter de Milão, a Sampdoria, a Udinese e o Vicenza.
Entre os jogadores envolvidos, estão o uruguaio Recoba (Inter de Milão) e os brasileiros Dida (Milan), Alberto, Jorginho e Warley, todos pela Udinese, e Jeda e Dedé, ambos pelo Vicenza. Com as denúncias de ontem, o número de casos chegou a 35.
No Brasil, o ex-jogador Careca, que intermediou as negociações de Jeda e Dedé, chegou a depor na CPI da CBF/Nike, na Câmara, para explicar sua participação. Os dois atletas atuavam no extinto Campinas, que era de Careca.

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