Fabio Junior busca título mais importante da carreira
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2000
Por Silvio Barsetti 
Londrina, 17 (AE) - O título do torneio Pré-Olímpico seria o mais importante da carreira do atacante Fábio Júnior, de 22 anos, ex-Cruzeiro e há um ano na Roma, da Itália. Autor de três gols no último amistoso da seleção, sábado, contra a Costa Rica, Fábio cresceu no conceito de toda a comissão técnica e espera com ansiedade a estréia do Brasil na competição, quarta-feira, contra o Chile. "Antes, eu vivia a expectativa de ser convocado para o torneio; agora, a de ser campeão com a camisa do Brasil." O Pré-Olímpico terá início amanhã, com duas partidas do Grupo B: Uruguai x Peru e Argentina x Paraguai, em Cascavel.
Fábio considera fundamental uma vitória ou pelo menos uma grande atuação do Brasil na partida contra o Chile. Isso daria, segundo o jogador, estabilidade emocional ao grupo. "O início de um torneio tão difícil é quase como se fosse uma decisão; não pode haver tropeço." Das dez seleções inscritas, somente duas se classificam para os Jogos Olímpicos de Sydney, em setembro.
A dupla de ataque com Ronaldinho, do Grêmio, na avaliação de Fábio, pode ser um dos pontos fortes da seleção no torneio. "A gente conversa diariamente sobre a melhor maneira de jogarmos juntos; um aprende com o outro." O atacante afirma sentir saudades do Brasil e admite que deixou o País ainda muito jovem. "Talvez eu não estivesse preparado para sair."
Pelo Cruzeiro, em 1998, foi terceiro artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 20 gols, atrás de Viola e Marcelinho. Ele acredita que deveria ter disputado mais uma temporada no Brasil para adquirir maturidade. "Fui para a Itália na base da euforia, achando que tudo era um conto de fadas." A dificuldade de adaptação custou-lhe alguns dias de extrema angústia, dos quais ele prefere não lembrar. Para Fábio, ser titular em uma grande equipe italiana requer mais experiência e, se possível, passagens por outros times da Europa.
O jogador estudou italiano uma hora por dia, durante três meses e, a partir do meio do ano, começou a superar os problemas. "Quando saio pelas ruas, em Roma, fico orgulhoso de ser reverenciado pela torcida da Roma e de outros clubes; sou tratado com muito respeito." Embora tenha contrato de mais quatro anos com o clube italiano, o atacante não descarta a possibilidade de voltar a jogar no Brasil em breve. Ele soube de sondagens do Palmeiras, mas afirmou que não houve nenhuma proposta oficial pela aquisição de seu passe.
No momento, o jogador prefere falar apenas de seleção brasileira. "Não vejo muita diferença entre a seleção principal e a pré-olímpica, o ambiente é tranquilo e o trabalho, profissional." No hotel em Londrina, ele divide quarto com Warley, de quem ouve vária piadas por noite. No salão de jogos, gosta da companhia de Alex, seu adversário na sinuca. "Ele é esforçado, tenta me vencer, mas não consegue."


