Londrina, 25 (AE) - O atacante Fábio Júnior recebeu tratamento especial da comissão técnica nos últimos dias, por ter ficado muito abatido com as duas atuações fracas nos jogos com Chile e Equador. Ele foi aconselhado a evitar entrevistas e conversou várias vezes com o técnico Wanderley Luxemburgo e com a psicóloga Suzy Fleury.
Mais otimista, ele acredita que poderá recuperar seu prestígio com a torcida de Londrina na partida de amanhã à noite contra a Venezuela e espera acertar o gol adversário logo no início.
"A primeira bola vai ser a mais importante do jogo para mim; quando a gente a desperdiça, pode perder a confiança", disse. Com isso, ele pretende calar os torcedores, que insistiam em pedir em coro a presença de Lucas em campo, a cada erro de Fábio Júnior, no jogo com Equador.
"É claro que isso me incomoda", declarou o atacante da Roma, que perdeu mais de dois quilos no jogo com os equatorianos e chegou a sentir tonteira por causa do calor intenso.
Para o companheiro de Ronaldinho no ataque da seleção, a fase ruim passará quando fizer o primeiro gol no Pré-Olímpico. "Aí não vou parar mais de marcar." O próprio Fábio Júnior admite que pode fazer bem mais pelo time e que está devendo uma atuação convincente para os torcedores e o técnico Wanderley Luxemburgo. "A cobrança é maior porque de um atacante se esperam gols." Ele afirma estar preparado para enfrentar uma eventual retranca da Venezuela. "É o que deve acontecer."
Seu momento irregular não é atribuído à falta de ritmo de jogo por ter encerrado a temporada como reserva na Roma. "Eu tive uma boa fase de preparação com o grupo aqui em Londrina." Apesar dos problemas, Fábio Júnior continua sendo um dos jogadores mais assediados pelas pequenas fãs, à porta do hotel da seleção. Só é menos requisitado que Alex e Ronaldinho, que hoje recebeu uma carta de amor de mais de 200 metros da estudante Adriane Pires, de 14 anos.

SOLIDARIEDADE - Fábio Júnior tem recebido apoio dos demais jogadores da seleção brasileira. Ronaldinho, por exemplo, disse estar certo de que seu colega "desencantará" amanhã. "No que depender de mim, ele vai voltar a fazer seus gols." Tanto Luxemburgo quanto seu auxiliar Candinho têm insistido para que a dupla de ataque provoque faltas na entrada da área, com movimentação à frente dos zagueiros, como uma opção a mais para o Brasil tentar chegar ao gol. Essa "jogada" vem sendo treinada repetidas vezes, mas não é feita durante as partidas.

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