São Paulo - Fábio Ferreira tem amanhã, contra o Marília, uma das últimas chances de provar que merece renovar seu contrato com o Corinthians. Ele substitui Chicão, que está suspenso. Mas mesmo que tenha uma atuação de gala, é improvável que o jogador de 24 anos fique no Parque São Jorge em 2009. A fama de baladeiro, que quase o tirou da equipe na temporada, o persegue e o presidente Andrés Sanchez prefere deixá-lo ''seguir carreira''.
''Só vamos discutir renovações depois que o acesso estiver definido'', diz o diretor técnico Antonio Carlos. Esse é o discurso oficial. Nos bastidores, a zaga foi considerada posição prioritária - ao lado de centroavante - para contratações. Como os titulares William e Chicão não devem sair, essa reposição visa à vaga de Fábio Ferreira, hoje o primeiro suplente. O contrato termina em 31 de dezembro.
Um nome já está na pauta, e estará em ação em São Paulo no dia 22 de outubro: o argentino Sérgio Escudero, 25 anos, destaque dos Argentinos Juniors, time que é o rival do Palmeiras nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana. O olheiro do Corinthians, o auxiliar Mauro da Silva, já esteve na Argentina observando o atleta, que agradou.
Fábio Ferreira começou a carreira no Corinthians. Em 2005 teve boa participação na Copa São Paulo de Juniores, ano em que o time levantou a taça. Só que, sem espaço para jogar no profissional, acabou emprestado. Primeiro para o Noroeste, time do conselheiro corintiano Damião Garcia. Depois para o Juventude. Foi a passagem por Caxias do Sul que o segurou no Corinthians em 2008.
Como atuou por lá ao lado de Antonio Carlos, o agora dirigente pediu a Andrés para dar uma segunda chance a Fábio. Em dezembro, ele e Zelão, o colega de apartamento e de zaga, foram acusados de abusar das ''noitadas'' por um vizinho, que colocou até uma faixa na fachada do prédio. Zelão foi vendido para o Saturn, da Rússia, e o clube recebeu 1 milhão de euros (R$ 2,6 milhões), negociação comemorada como ''brilhante''. Fábio Ferreira permaneceu, a contragosto do presidente, por pedido de Antonio Carlos. (Agência Estado)

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