São Paulo - O Santos superou o Palmeiras no 1º jogo da semifinal do Campeonato Paulista graças também às defesas de Fábio Costa. Duas vezes nos minutos finais, o camisa 1 salvou o que seria o gol de empate do adversário na Vila Belmiro. Se repetir a grande atuação no próximo sábado, no Palestra Itália, o time vai para a final - precisa apenas de um empate para se garantir.
Jogar bem quando realmente importa virou a marca do goleiro santista. ''Há algum tempo falavam que o Santos tinha que contratar outro goleiro. Foi um momento difícil para mim, mas consegui me recuperar'', comemorou o jogador.
Não faltou quem estranhasse quando, no ano passado, o presidente Marcelo Teixeira ofereceu renovação por quatro temporadas a Fábio Costa, de 31 anos. Teoricamente, em 2012, ele estará no elenco quando o clube chegar ao seu centenário.
Os primeiros quatro meses de 2009 não foram fáceis para ele. Brigou com Fabiano Eller, no episódio que foi a gota d'água para a demissão de Márcio Fernandes. Seu nome também foi citado na morte da torcedora Ana Cláudia Silva e Melo. O acusado pelo assassinato disse ter ciúmes do goleiro do Santos, amigo da mulher. Tudo isso ficou para trás na reta decisiva do Paulista.
''Eu não quero favoritismo ao Santos. Temos sempre de correr por fora, como em 2002'', lembrou, citando o título brasileiro daquele ano. Foi nesta temporada que ele começou a fazer fama de goleiro das grandes defesas em jogos importantes. Na final, contra o Corinthians, teve uma das melhores atuações de um goleiro na história do clube alvinegro.
Repetiu a dose em jogos das oitavas-de-final da Libertadores de 2003. Na disputa de pênaltis diante do Nacional (Uruguai), fez três defesas. Na campanha que culminou com o vice-campeonato do torneio, apenas o Boca conseguiu superar Fábio Costa.
E não parou mais. Na semifinal do Paulista de 2007, contra o Bragantino, fez outra defesa nos segundos derradeiros que evitou a eliminação santista. O time foi bicampeão estadual.

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