São Paulo - A falta de controle sobre o goleiro Fábio Costa pode custar caro a Vágner Mancini. Ele ficou bravo com o vazamento da imprensa de detalhes sobre a discussão entre o goleiro e Paulo Henrique após o jogo contra o Goiás. É apenas mais uma polêmica na Vila que envolve o nome de Fábio Costa.
Campeão brasileiro em 2002 e Paulista em 2006 e 2007, o camisa 1 tem muito tempo de casa e goza da amizade do presidente Marcelo Teixeira. Mas está isolado. Favoráveis a Paulo Henrique, a maioria dos atletas não fala com o goleiro, que fica sozinho quase todo o tempo que passa no CT.
Neste ano, ele já tentou atacar Fabiano Eller com uma tesoura no intervalo do jogo contra o Marília, no interior (o que causou a saída de Márcio Fernandes), e cobrou o acerto da premiação pela vaga na Copa do Brasil antes de o time ser eliminado pelo CSA. O mal-estar faz com que o valor dos bichos a serem pagos no Brasileirão ainda não tenham sido definidos. Isso é feito pelo capitão do time: Fábio Costa.
Tantas polêmicas seriam suficientes para acabar com a carreira de qualquer goleiro num clube como o Santos. Não no caso de Fábio Costa. Amigo do presidente, a quem cumprimenta com beijos no rosto, ele assinou no fim de 2008 um contrato de quatro anos. Nem quando esteve no Corinthians, entre 2004 e 2005, a diretoria achou um substituto. Doni, Mauro, Saulo e os estrangeiros Tápia e Henao passaram sem sucesso pela casa.
A liberdade de Fábio Costa no Santos é tanta que até se criou uma mitologia a respeito dele no clube. Como a lenda de que quer fazer um ''puxadinho'' em seu quarto no CT para construir uma varanda. Mancini já cogitou a possibilidade de contratar outro goleiro para fazer sombra ao titular. Não conseguiu até agora.

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