Fábio Costa ganha força e Passarella enfraquece
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quinta-feira, 05 de maio de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Teoricamente, Fábio Costa está fortalecido no Corinthians. O goleiro, afastado por Passarela, teve duas recomendações nesta quinta-feira de Kia Joorabchian, presidente da MSI, e Andrés Sanches, vice-presidente de futebol: não fechar contrato com nenhum outro clube e continuar treinando para não aumentar seu peso.
Está cada vez mais clara a possibilidade de reintegração do goleiro e também o enfraquecimento de Daniel Passarella que o tirou do grupo corintiano. ''O Fábio Costa é um excelente goleiro e a sua situação pode ser revertida. Ele tem contrato com o Corinthians até dezembro. Por que procurar um outro jogador para a posição se temos um ótimo no elenco?'', perguntava Sanches, que trabalhou todo o dia pela queda de Passarella. O treinador iria se reunir ontem à noite com Kia para discutir seu futuro no comando do Corinthians.
Menos enfático, Kia, indicava o mesmo caminho. ''Estou satisfeito com o Fábio Costa, gosto muito dele, ele tem futebol para jogar no Corinthians'', dizia.
A definição do caso, depois da eliminação do Corinthians, passou para as mãos de Fábio Costa. Parecendo prever o desastre em Santa Catarina, o jogador nem viajou para a Bahia, onde mora sua família. Ao contrário, ele seguiu na sua casa só acompanhando o que acontecia no Corinthians.
Ele recebeu várias ligações de apoio dos jogadores, inconformados com o seu afastamento. Um obstáculo de última hora foi a inesperada valorização do goleiro. Ele recebe R$ 120 mil no Corinthians. O Brasiliense lhe ofereceu R$ 200 mil por mês. A diretoria do Santos ficou dividida em relação a trazer o goleiro campeão brasileiro de 2002 de volta à Vila Belmiro.
A última informação de ontem à noite dizia que mesmo se Passarella continuasse no Corinthians, ele deveria aceitar Fábio Costa de volta. ''Eu tenho certeza que ainda poderei jogar no Corinthians e com Passarella'', previa o goleiro, na terça-feira, ao ser oficializado o seu afastamento.
Reunião Em plena madrugada de ontem, após a derrota para o Figueirense, os jogadores corintianos armaram uma reunião para ''lavar a roupa suja'' do elenco, no hotel onde a delegação estava hospedada, em Florianópolis. Foram 20 minutos de conversa.
O capitão Anderson foi um dos que mais discursaram. Além dele, Betão, Róger e Gil expuseram seus pontos de vista. Os argentinos Sebá e Carlitos Tevez ouviram tudo em silêncio. Os discursos seguiram uma única idéia: a desclassificação na Copa do Brasil não poderia afetar o rendimento do time no Campeonato Brasileiro, que já não começou bem. Em dois jogos, um empate contra o Juventude e uma derrota para o Botafogo.
O meia Róger não chegou a se desculpar com os companheiros pelo pênalti perdido. Nem precisava. Seu abatimento era evidente. Róger chegou a passar alguns minutos sozinho, sentado numa escada que dava acesso aos vestiários do Estádio Orlando Scarpelli, logo após a derrota nos pênaltis. A cena comoveu os poucos jogadores do elenco que o julgavam ''mascarado''.


