Mesmo com cinco jogos sem perder e com a classificação à segunda fase do Paranaense conquistada com antecipação, o Tubarão ainda pode passar por alterações não-forçadas em sua formação titular.
A recuperação médica e física do lateral-esquerdo Alexandre e o fraco rendimento de Fabinho no campeonato acrescentaram um ponto de interrogação na cabeça do técnico Roberto Fernandes.
''O Fabinho não está em um momento excepcional'', disse, usando um eufemismo para demonstrar sua insatisfação. ''Se o problema dele fosse apenas a marcação, poderíamos melhorar o sistema de cobertura. Mas o mais complicado é que as subidas dele não estão resultando em jogadas efetivas no ataque'', explicou. Alexandre (ex-Sampaio Corrêa), 28 anos, tem características mais defensivas.
Fernandes lembrou que as dificuldades que Fabinho vem enfrentando ''são naturais'', levando-se em consideração que o jogador começou a carreira como ponta-esquerda, depois atuou como meia e, em seguida, de ala.
Ontem, no primeiro treino com bola da ''Semana Malutrom'', Fabinho foi um dos mais exigidos na atividade de cruzamento em velocidade (o trabalho visa o aprimoramento da finalização dos atacantes, que aguardam dentro da área). ''Ele deve ter cruzado umas 50 bolas'', lembrou Fernandes, que descartou a hipótese de improvisar o meia Valdeir na posição, abrindo assim uma vaga no meio-campo.
A alteração chegou a ser ventilada depois da boa atuação do então reserva Marcelo Silva em Francisco Beltrão. Como a previsão era de que Márcio Alan voltasse a treinar normalmente a partir de ontem, o técnico teria que, ou sacar, ou deslocar um dos três meias-ofensivos para outra posição no coletivo-apronto de sexta-feira. ''Quando ele estiver liberado para treinar, vou passar a me preocupar comigo'', afirmou o treinador.
Mas, por enquanto, o destino vem espantando esta dúvida. Ao contrário das previsões, Márcio Alan não consegue se livrar das dores. Como teste, fez alguns exercícios com elásticos. Sentiu muitas dores, o que deixou a entender que a recuperação está sendo muito lenta.
O músculo adutor da coxa esquerda continua inflamado e suas chances ''são pequenas'' para atuar domingo, segundo uma pessoa que acompanha o tratamento. Há quem defenda um trabalho de reforço muscular semelhante a que Zico e Kaká se submeteram. Márcio Alan jogou futsal até os 21 anos e só depois se profissionalizou no campo. Desde que chegou ao clube, sempre apresentou limitações de ordem muscular.
Ontem, ele se dedicou a trabalho de academia, no VGD.

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