São Paulo - Três dias depois do ouro no atletismo, outra Fabiana conseguiu um resultado histórico para o Brasil. Fabiana Beltrame fez o Hino Nacional Brasileiro tocar, pela primeira vez, em um Mundial de Remo. O feito ocorreu em 2 de setembro na cidade de Bled, na Eslovênia, onde a atleta venceu a prova do single skiff peso leve.
Para chegar ao título, Fabiana teve o auxílio do francês José Oyarzabal, que veio para o Brasil em 2009, contratado pela Confederação Brasileira de Remo - hoje, ele não atua mais na equipe nacional. O treinador, que também foi atleta, trabalhou com a revelação de talentos e comandou seleções de base em seu país. ''Devo muito ao José Oyarzabal. Depois de trabalhar com ele melhorei muito tecnicamente. Ele foi capaz não só de ver meus defeitos, mas me mostrar como melhorar'', explicou a atleta após a conquista do título.
Também com breve estada no Brasil (pouco mais de um ano e meio), o argentino Rubén Magnano conseguiu ajudar o País a realizar um sonho: classificar a seleção masculina de basquete novamente para uma Olimpíada. Foram 15 anos de frustrações até que, há nove dias, o time nacional conseguisse confirmar a vaga nos Jogos de Londres, em 2012, depois de uma vitória emocionante sobre a República Dominicana (83 a 76), na semifinal do Pré-Olímpico de Mar de Plata.
Contratado no início de 2010 pela Confederação Brasileira de Basquete, Magnano tem conquistas respeitáveis em seu currículo. Com a Argentina, conquistou a prata no Mundial de Indianápolis em 2002 e o ouro olímpico em Atenas/2004. No Brasil, chegou não só para levar a seleção à Olimpíada, mas também supervisionar as categorias de base.
Em quadra, o técnico fez do Brasil uma equipe solidária, com um basquete jogado coletivamente. ''O Magnano foi fundamental para a conquista da vaga olímpica'', disse o ala Marcelinho Machado, que passou por cinco Pré-Olímpicos. ''Sem ele, nós não conseguiríamos. Além da capacidade de entender o jogo do banco, ele nos motivou muito''. (A.R./A.E.)

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