Pequim - Na prova que tem a russa Elena Isinbayeva como grande favorita à medalha, a brasileira Fabiana Murer disputa hoje a final do salto com vara, às 8h20 (horário de Brasília), no Ninho de Pássaro.
Murer e outras dez finalistas marcaram nas eliminatórias 4,50 m, enquanto a russa saltou nas eliminatórias 10 cm acima de suas concorrentes. Na eliminatória, sexta-feira, a brasileira deu dois saltos, 4,40 m primeiro e 4,50 m depois.
Para a final, Murer diz que pode atingir uma marca acima de 4,80 m. ''Se conseguir, posso pensar em medalha, apesar de ter muitas atletas de alto nível na final'', afirmou a saltadora.
Ontem, as finais do atletismo mostraram domínio da Etiópia na prova masculina dos 10.000 m e da Jamaica nos 100 m. Kenenisa Bekele conquistou o bicampeonato na prova de fundo, igualando feito de seu compatriota e mentor, Haile Gebrselassie, que terminou ontem em sexto lugar. Bekele, que esteve sempre no pelotão principal, correu em 27min01s17 para bater o recorde olímpico, que já era seu.
Ele foi acompanhado no pódio por outro etíope, Sileshi Sihine. Os dois repetiram as posições de Atenas-04. O bronze foi do queniano Micah Kogo. Com sua vitória, a Etiópia manteve a hegemonia na prova, iniciada por Gebrselassie em Atlanta-96. O tetracampeonato iguala feito da Finlândia, que ganhou em 1912, 1920, 1924 e 1928 - os Jogos de 1916 não ocorreram devido à Primeira Guerra Mundial.
Se os africanos monopolizam as distâncias longas, a prova mais nobre do atletismo passou a ser dominada pela Jamaica. Após a vitória de Usain Bolt nos 100 m, Shelly-Ann Fraser triunfou no evento feminino, dando ouro inédito a seu país. Ela disse que o recorde de Bolt a inspirou. Fraser cravou 10s78, seu melhor tempo pessoal, longe, porém, do recorde de Florence Griffith-Joyner (10s49), há 20 anos.
A jamaicana foi acompanhada no pódio por suas compatriotas Kerron Stewart (prata) e Sherone Simpson (bronze). Foi a primeira vez que um país conquistou todas as posições do pódio na prova feminina dos 100 m.

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