Na hora que a bandeira quadriculada liberar o grid do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, entre os mais de 70 mil espectadores haverá um grupo com mais de 200 londrinenses. Apaixonados por automobilismo, todos os anos eles se reúnem para prestigiar a maior corrida de carros do mundo.
Um deles é o analista de recursos humanos Eduardo de Oliveira. Ele viaja desde 2004 para São Paulo para prestigiar a F-1 no Autódromo de Interlagos. Fanático pela Ferrari, é colecionador de souvenirs como miniaturas dos monopostos, bandeiras, camisetas e bonés.
A paixão pela escuderia italiana ganhou força quando o brasileiro Felipe Massa passou a correr no cockpit da equipe. ''Inclusive, meu filho que nasceu em 2007 se chama Felipe. Naquele ano, lembro que o Massa tinha grande chances de ser campeão'', revela. ''Nessa época ele também passou a subir com frequência no pódio'', completa.
O motivo que leva o londrinense a investir quase R$ 1 mil é o fato da corrida ser reconhecida mundialmente. Ele acredita que a estrutura do autódromo paulista é um a mais estímulo para os fãs assistirem às corridas. ''Apesar de ser ensurdecedor, é gostoso. Não entendo como alguém leva tapa ouvidos. O legal é sair de lá quase surdo'', brinca.
Oliveira costuma acompanhar corridas em Londrina, porém ressalta que a falta de visibilidade dos campeonatos regionais é desestimulante. ''A Stock Car e a GT3 são muito legais de ver. Mas os Campeonatos de Marcas e a Fórmula Spyder, que apareceu há pouco tempo, não chamam a atenção. Tanto que prefiro ir para São Paulo ver a F-1. É bem diferente'', assinala.
Nesta época do ano, agências de turismo notaram um significativo aumento na procura por pacotes para a Fórmula 1. O agente Jéferson Oliveira explica que os pacotes custam entre R$ 930,00 e R$ 2 mil. Neste ano, ele organizou dois ônibus com 238 pessoas que irão acompanhar o GP Brasil. ''Também tem a opção do Salão do Automóvel que aumentou a procura'', justifica.
O agente observa que, além de dois ônibus que organizou, haverá ainda vans de outras excursões com o mesmo destino. ''Tive um aumento na procura superior a 100% sobre o ano passado'', destaca.

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