F1: McLaren, mais veloz; Ferrari, mais regular
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Não é difícil compreender por que Irvine tem 52 pontos, depois de dez etapas disputadas, e Hakkinen 44. O norte-irlandês de 33 anos é o único piloto que só não marcou pontos uma vez este ano. No GP de San Marino, o da casa da Ferrari, o motor V-10 do seu modelo F399 quebrou.
Nas demais nove provas, ele conseguiu três vitórias (Austrália
áustria e Alemanha), duas segundas colocações (Mônaco e Grã-Bretanha), um terceiro lugar (Canadá), um quarto (Espanha), um quinto (Brasil) e um sexto (França). Irvine não cometeu erros que comprometessem sua permanência nessas corridas.
Já de Hakkinen não se pode dizer o mesmo. Ele liderava com folga a etapa de San Marino quando perdeu o controle da sua McLaren, depois de passar sobre uma zebra, e bateu com violência no muro. Nas demais três vezes em que não marcou pontos, a responsabilidade é de seu time e ou do fornecedor de pneu. Na abertura do campeonato, em Melbourne, Hakkinen teve pane no acelerador eletrônico, na Grã-Bretanha perdeu uma roda traseira em plena competição enquanto domingo, na Alemanha, um pneu estourou, além da McLaren falhar no seu reabastecimento.
A Ferrari concluiu as dez etapas deste ano ao menos com um dos seus pilotos. Já na Austrália nem Mika Hakkinen nem David Coulthard terminaram a prova. Em cinco GPs a escuderia de Maranello marcou pontos com dois pilotos, Brasil, Mônaco, Espanha, França e Alemanha, ao passo que a McLaren, em apenas duas oportunidades viu Hakkinen e Coulthard entre os seis primeiros, Espanha e áustria. Essa diferença de regularidade da equipe e dos pilotos, notadamente de David Coulthard, dá para a Ferrari uma vantagem de 16 pontos no campeonato dos construtores.
Restam seis etapas para o encerramento da temporada, Hungria, dia 15, Bélgica, 29, Itália, 12 de setembro, Europa (Nurburgring), 26 de setembro, Malásia, 17 de outubro, e Japão, 31 de outubro. Se Irvine e a Ferrari mantiverem a mesma regularidade demonstrada até agora, suas chances de chegar ao título são grandes. Com boa probabilidade Michael Schumacher volta a correr na Itália e, quem sabe, já na Bélgica, dificultando ainda mais novas vitórias de Hakkinen.
A Fórmula 1 pode viver momento histórico nos próximos dois meses: a Ferrari conquistar um título que persegue há 20 anos. Mais do que isso: não com o piloto e o esportista mais bem pago de todos os tempos, Michael Schumacher, mas com Eddie Irvine, um desconhecido na proporção.
Festa - Irvine comemorou sua vitória em Hockenheim, domingo, numa boate de Saint-Tropez, na França. As edições de hoje dos jornais alemães questionavam o futuro de Schumacher, agora quarto no campeonato, com 32 pontos, 20 a menos que o companheiro, Irvine. "O que ele fará quando retornar?" pergunta o sensacionalista Bild. A abertura do próximo Mundial não será mais 20 de fevereiro, na Malásia, conforme a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou em princípio.
A Austrália volta a abrir o campeonato, dia 12 de março. O calendário definitivo da Fórmula 1 será decidido na próxima reunião do Conselho da FIA, em outubro.Por Livio Oricchio Frankfurt, 02 (AE) - O modelo MP4/14 da McLaren-Mercedes é o carro mais veloz e equilibrado da Fórmula 1, todos admitem. Mika Hakkinen, atual campeão do mundo e piloto da McLaren, é considerado o profissional mais completo em atividade. Apesar do handicape, nem Hakkinen nem a McLaren lideram o Mundial de Pilotos e de Construtores. Eddie Irvine, da Ferrari, está em primeiro enquanto a equipe italiana soma 90 pontos contra 74 da McLaren, segunda colocada. Nem sempre a Fórmula 1 seleciona apenas os mais velozes, mas os mais regulares, como agora.