F1 - Carteira provisória
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de maio de 2016
Agência Estado 
Barcelona - Parte importante da história da Fórmula 1 foi escrita neste domingo. Em sua primeira prova pilotando pela Red Bull, depois de começar sua segunda temporada na Toro Rosso, Max Verstappen se tornou o mais jovem piloto a vencer na Fórmula 1. Aos 18 anos, sete meses e 15 dias, o holandês aproveitou-se da batida entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg logo na primeira volta para ganhar o GP da Espanha, disputado em Barcelona. A Ferrari completou o pódio com Kimi Raikkonen em segundo e Sebastian Vettel em terceiro. Daniel Riccardo ficou em quarto apesar de perder um pneu traseiro na penúltima volta.
Até então, o recordista de mais jovem piloto a vencer na principal categoria do automobilismo era Sebastian Vettel, considerado fenômeno ao ganhar o GP da Itália de 2008 com 21 anos, 3 meses e 10 dias. Verstappen é quase três anos mais novo do que era o alemão em sua primeira conquista, também pela Red Bull.
Curiosamente, Vettel foi indiretamente responsável pelo feito de Verstappen. No GP da Rússia, há dois finais de semana, o alemão foi duas vezes acertado por Daniil Kvyat, a quem criticou duramente. O comportamento do russo foi considerado tão ruim que a Red Bull decidiu rebaixá-lo à Toro Rosso, sua equipe satélite. Trocou-o por Verstappen, que fez o caminho contrário.
Ou seja: Verstappen ganhou pela Red Bull logo em sua primeira corrida na equipe, confirmando a aposta acertada que levou-o ao cockpit da Toro Rosso na temporada passada, aos 17 anos, gerando uma série de críticas. Muitos consideraram que o holandês era jovem demais para pilotar um Fórmula 1, visto que sequer poderia pilotar um carro de passeio.
Esperava-se dele a imprudência que mostrou o tricampeão Lewis Hamilton no domingo. O britânico largou na pole position e, logo na primeira curva, perdeu a posição para seu companheiro de equipe Nico Rosberg. Na tentativa de recuperar o primeiro lugar, teve o caminho fechado pelo alemão e saiu da pista. Rodou sobre a grama e voltou para acertar a traseira do companheiro e tirá-lo da prova. Menos de um quilômetro após a largada, os dois carros da Mercedes estavam fora da disputa. Desde 2012 que a equipe não ficava sem pontuar num GP, enquanto Rosberg vinha de incríveis sete vitórias seguidas - a equipe, de 10.


