F-Indy: pilotos se rebelam e cancelam corrida no Texas
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domingo, 29 de abril de 2001
Agência EstadoDe Fort Worth,Texas 
Depois de muita confusão, o GP do Texas de F-Indy foi cancelado ontem quatro horas antes do horário marcado para a largada, oficialmente por ordem médica. A CART (CHampionship Auto Racimng Teams) recorreu ao diagnóstico de Steve Olvey, diretor médico da entidade, para justificar a não realização da prova. Olvey garantiu que os pilotos não suportariam a ação da força da gravidade no oval do Texas Motor Speedway a velocidades que poderiam chegar a 380 km/h em média. Um diagnóstico especializado que, entretanto, não tira a força do movimento dos pilotos, fator decisivo para o cancelamento da prova.
A rebelião começou pela manhã, no briefing que ocorre nos dias de GP. Normalmente, a reunião entre os pilotos é rápida. Desta vez, foi diferente. O encontro prolongou-se por quase duas horas e, na saída, os pilotos, mesmo sem quer dar declarações, demonstravam no semblante irritação e apreensão. Era o final de que a prova estava ameaçada.
Naquela altura, o treino de aquecimento já estava atrasado em mais de uma hora. Mas nada de os pilotos irem à pista, apesar da intensa negociação da Cart com os donos de equipes. Pressionada, e diante do diagnóstico contundente de Olvey, a entidade não teve alternativa a não ser cancelar o GP.
O problema, que vinha sendo apontado por Olvey desde sábado, é que na pista da cidade texana de Fort Worth, que tem inclinação de 24 graus nas curvas, um piloto não suportaria mais de 30 voltas a velocidades médias de 380 km/h. Em uma pista tão inclinada como esta, a aceleração lateral do carro é muito grande. É o que chamamos de força G, que pressiona o piloto contra o chão. Um ser humano só suporta aceleração lateral de 4,5 g e aqui, o piloto percorreria 600 quilômetros a 4,33 g. Seria um risco muito grande, já que o sangue só atinge uma parte do cérebro, e o piloto teria sonolência e tontura, disse Olvey.


