De dentro do carro, a poucos centímetros do asfato, os pilotos da Formula-3 Sul-Americana pilotam o tempo todo ''adrenados'' pela velocidade. Quem foi curtir o dia de corridas ontem no Autódromo Ayrton Senna também conseguiu sentir um pouco da adrenalina que envolve o automobilismo. De quebra, viu o piloto Clemente Jr (Cesário Fórmula) largar na pole e vencer de ponta a ponta a 12 etapa da F-3.
O vencedor havia ficado em segundo lugar na etapa de sábado, atrás do companheiro de equipe Mário Romancini, que ontem terminou em terceiro atrás de Daniel Landi (Razia Sports). Com os resultados, Clemente Jr abriu dois pontos na liderança do campeonato, à frente de Romancini.
Com um carro bem acertado para fazer sua estréia em Londrina, Clemente Jr soube tirar proveito do traçado travado e acelerou para a vitória pensando justamente em acumular pontos na classificação. Sem dar chance aos adversários, ele saiu na frente e conseguiu manter a ponta mesmo após as duas intervenções do ''safety car''.
''O carro estava perfeito e eu peguei a mão da pista que é muito díficil, acho que a mais difícil que já andei. Mas deu tudo certo e não cometi nenhum erro'', apontou. Para Landi, o ritmo de corrida poderia ter sido um pouco mais forte mas, ainda assim, saiu satisfeito. ''Preferi guiar de forma defensiva. Se quisesse ir para cima poderia cometer algum erro'', admitiu.
Da cobertura dos boxes, um dos melhores pontos para acompanhar as corridas por causa do amplo campo de visão, o público ia de um lado a outro para não perder nenhum ''pega''. De tanta velocidade - as ''baratinhas'' chegavam a 250 km/h na reta -, até quem assiste acaba entrando na pressão sentida dentro da pista. ''Tudo que tem motor grande eu gosto: carro, moto, caminhão. É muito bom, chego até a arrepiar'', confessou o operador de telemarketing, Denilson Batista, que foi acompanhado pela esposa e por uma sobrinha.
O economista Alessandro Lourenço também aproveitou o belo domingo de sol para acompanhar as provas no autódromo. ''Sempre que posso eu venho assistir'', comentou. Mas o que é tão atraente numa corrida de automóveis? ''Gosto de ouvir o ronco do motor e de ver os pegas'', explicou. O economista disse que quando os carros passam pelas retas (a de largada e a oposta) em frente aos boxes a ''adrenalina'' sobe lá para cima.

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