Anunciada há menos de um mês, a proposta de transformar o GP da Malásia na primeira corrida noturna da história da Fórmula 1 foi descartada ontem, por razões de segurança. Caso a idéia fosse levada adiante, o circuito de Sepang teria de passar por uma reforma completa e toda a extensão da pista receberia uma iluminação especial. As modificações chegaram a ser consideradas, mas acabaram vetadas pela organização da corrida, que considerou-as arriscadas e dispendiosas. ‘‘Além disso, os pilotos não estão acostumados a dirigir à noite’’, afirmou um porta-voz.
Se a proposta tivesse sido aprovada, o GP da Malásia seria o primeiro evento da história do automobilismo internacional a ser realizado num circuito de rua durante a noite. Apesar das corridas noturnas serem comuns na Indy Racing League (IRL), a categoria não conta com o mesmo apelo global.
A sugestão foi recebida com entusiasmo por algumas personalidades da F-1. Para o chefe da Jaguar, o americano Bobby Rahal, a categoria ganharia em interesse e prestígio. Em compensação, alguns pilotos a receberam até com um certo desprezo. ‘‘Achei a idéia ridícula’’, afirmou o irlandês Eddie Irvine.
Bandeira vermelha – A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) justificou ontem a decisão de interromper o GP da Alemanha após a largada. A entidade considerou que não havia condições de dar prosseguimento à corrida enquanto os destroços do choque entre o brasileiro Luciano Burti e o alemão Michael Schumacher não fossem completamente retirados do circuito. ‘‘Não tínhamos como realizar a operação sem o auxílio de máquinas’’, afirmou um porta-voz da FIA.

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