F-1 reprova atitude da equipe italiana
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de maio de 2002
Agência Estado 
Spielberg, Áustria - Reprovação geral e unânime da Fórmula 1 à decisão da direção da Ferrari de ordenar que Rubens Barrichello deixasse Michael Schumacher ultrapassá-lo para vencer o GP da Áustria. As interpretações vão desde atentado ao esporte à perda de credibilidade do negócio Fórmula 1.
O inglês Patrick Head, diretor-técnico e sócio da Williams, afirmou: Foi um escândalo. O que aconteceu aqui envergonha a Fórmula 1. A Ferrari tem um carro vencedor, pode e deve deixar seus pilotos disputarem o campeonato.
O ex-piloto Gerhard Berger pediu que não acusassem Barrichello ou Schumacher. Foi o time que tomou uma decisão errada. Eles contam com uma vantagem técnica tão grande, sabem que não correm riscos de perder o campeonato, por isso não faz sentido agir assim.
Jacques Villeneuve, da BAR, questionou Schumacher: Ele fez aquela cena toda no pódio, para Rubens ocupar seu lugar. Por que então não deixou ele vencer? Mesmo desobedecendo às ordens da equipe, ninguém lá o contestaria.
Os responsáveis pela decisão se defenderam. Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari, argumentou: Perdemos por três anos seguidos (1997, 1998 e 1999) o Mundial de Pilotos na última corrida, mas nem todos se lembram. Por essa razão, e por conhecer a força de nossos adversários, devemos somar sempre o máximo de pontos possíveis em qualquer circunstância. Ross Brawn, diretor-técnico, foi mais objetivo: Nós controlamos a corrida, os pilotos e decidimos o que eles devem fazer para o bem da equipe.
O fotógrafo alemão Arthur Thill, da ATP, contou o que ouviu Ralf Schumacher, da Williams, dizer ao irmão, assim que ambos estacionaram seus carros no parque fechado, depois do fim da corrida. Você está louco?
FHC se manifesta O presidente Fernando Henrique Cardoso traduziu ontem a frustração dos torcedores brasileiros com o que aconteceu com Rubens Barrichello no GP da Áustria. Líder da prova, o piloto brasileiro foi obrigado pela equipe Ferrari a deixar o alemão Michael Schumacher ganhar a corrida. Hoje, todo o Brasil é unânime: Rubens Barrichello foi o vencedor do Grande Prêmio da Áustria. A taça é dele, declarou FHC, em nota oficial, ao parabenizar Rubinho.


