Durante a maior parte dos mais de cem anos de história das competições de automóvel, seus fabricantes, ou quem pilotava, não se preocuparam muito nem mesmo em expor nos carros as suas marcas. Na década de 50, essas máquinas passaram a ganhar a cor símbolo da nação que representavam. Tudo começou a mudar quando Colin Chapman, em 69, resolveu usar a sua Lotus como veículo de propaganda: o patrocínio estava lançado na F-1. Hoje, os carros continuam divulgando os produtos dos patrocinadores, mas com muito mais arte.
Dentre as equipes que investiram para produzir em seus carros uma imagem moderna, de apelo aparentemente muito mais estético que comercial, a McLaren-Mercedes foi a que gastou mais. O carro tem as cores prateada, branca, preta e pinceladas de vermelho, finamente combinadas. ‘‘Contratamos uma agência de publidade da Inglaterra e durante três meses estudamos várias opções de desenhos’’, revela Wolfgang Schattling, da McLaren.
Outra escuderia que radicalizou foi a Jordan-Peugeot. Uma cabeça de cobra, com a boca aberta e as presas expostas confunde-se com o bico do modelo J-197. ‘‘Não gostamos dos nossos resultados na pista nos últimos dois anos, tínhamos de passar uma imagem mais agressiva e acho que conseguimos’’, avalia Ian Phillips, diretor comercial do time irlandês. Ele diz também que contratou uma agência e vários animais foram tentados. ‘‘A cobra deu o melhor visual’’. A moda deve pegar.

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