Nurburg Preocupada e assustada com os problemas de pneus nas últimas corridas, a F-1 começou a discutir ontem a validade do item 74 do regulamento esportivo, que veta trocas de compostos nas provas. Com uma dose de polêmica: a Ferrari, principal cliente da Bridgestone, lançou farpas contra os times da Michelin, Renault, McLaren e Williams, entre eles.
Fernando Alonso quase não terminou o GP de Mônaco por problemas nos compostos. Na Alemanha, domingo, Kimi Raikkonen liderava quando a suspensão de seu carro quebrou na última volta por não resistir à vibração do pneu. Ambos usam Michelin.
Prato cheio para Jean Todt, diretor da Ferrari. ''No começo do ano, escolhemos um caminho mais conservador. Perdemos um desempenho nos treinos, mas temos um pneu mais resistente nos GPs. Não quero usar a expressão segurança, porque já entraríamos na área da política'', declarou.
McLaren Os torcedores da McLaren vão ter que dar um tempo na revolta contra a escuderia. Um dia após o GP da Europa, em Nurburgring, o chefe da equipe, Ron Dennis, disse que a decisão de continuar na pista com os pneus trepidando foi do próprio Kimi Raikkonen.
''A equipe discutiu isso com ele, mas ele disse que poderia continuar na pista e a equipe aceitou a decisão. Eu falei com o Kimi depois da corrida e ele ainda acha que fizemos a decisão certa'', disse Dennis.
A McLaren não considerou a decisão do piloto uma afronta e por isso não o punirá. Ao contrário, Raikkonen aumentou ainda mais o seu trânsito entre os dirigentes. Entre os mecânicos, a aposta do finlandês em permanecer na corrida foi elogiada.

mockup