São Paulo - A cara da F-1 em 2009 começa a ser desvendada hoje na pista de Barcelona, na Espanha. As dez equipes que disputam o Mundial da categoria realizam até quarta-feira os primeiros treinos coletivos visando a próxima temporada, que marcará a introdução de uma série de mudanças importantes.
Do retorno dos pneus slick, sem as quatro ranhuras usadas atualmente, à ''limpeza'' de boa parte dos apêndices aerodinâmicos nos carros, nenhuma causa tanta controvérsia e traz tantas dúvidas quanto o Kers.
O sistema, que já é usado em carros de passeio híbridos, reaproveita a energia cinética e a transforma em potência - a energia que é perdida durante as freadas é reutilizada. O recurso, porém, só poderá ser usado por 7 segundos por volta.
Como não é compulsória para o ano que vem, a utilização do Kers ainda deve gerar discussões até o início da temporada, em 29 de março, no GP da Austrália, em Melbourne.
Além da questão da segurança - nos primeiros testes com o sistema, no meio do ano, um mecânico da BMW levou um choque e foi parar no hospital e a fábrica da Red Bull teve de ser evacuada após um acidente com uma bateria que estava sendo testada - , outro motivo de dúvida é se o sistema trará vantagens ou desvantagens.
Como é muito pesado (pode chegar a 60 kg), será um problema para pilotos maiores. Além disso, com a volta dos pneus slick, para se conseguir maior eficiência, os carros deveriam ter mais lastro na frente. Mas o Kers fica na parte traseira. Ou seja, apesar de gerar uma melhora de cerca de 3 décimos de segundo por volta, a desvantagem do peso é considerável.

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