F-1: bom lugar no grid é decisivo no GP da Hungria
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
O GP da Hungria é diferente em tudo. A 11ª etapa do Mundial, programada para domingo em Budapeste, mantém características bem particulares desde a sua introdução no calendário da Fórmula 1, em 86. As sessões livres de sexta-feira, por exemplo, são encaradas pelas equipes como treinos de classificação. O mais importante nessa prova é conseguir um bom lugar no grid, já que as ultrapassagens são praticamente impossíveis, diz Pedro Paulo Diniz, da Arrows. Apenas na última corrida da temporada, em Jerez de la Frontera, na Espanha, a média horária voltará a ser baixa como na Hungria.
Quase não há retas nos 3.968 metros de Hungaroring e nenhuma de suas 13 curvas é de alta velocidade. É isso que faz dessa pista a mais lenta e exigente dentre os circuitos permanentes da F-1. Em 96, Jacques Villeneuve, da Williams, venceu à média de 172,372 km/h. Em outros traçados aproveitamos as sextas-feiras para treinar com o tanque cheio, verificar o desgaste dos vários tipos de pneus disponíveis ou mesmo avaliar o melhor compromisso entre velocidade em reta e carga aerodinâmica, explica Diniz. As informações recolhidas oferecem a base para a definição da estratégia de competição. Na Hungria essa programação não vale, complementa Diniz.


