A direção do Colégio Estadual Professor Newton Guimarães, localizado no Jardim Flórida, em Londrina, determinou a extinção da ''Escolinha de Basquete'' que era mantida através de uma parceria entre a Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) e o treinador Marival Antônio Mazzio Júnior. A escolinha criada há cerca de três anos atendia uma média de 120 alunos, no contraturno escolar. Nesse ano, as quatro equipes, duas femininas e duas masculinas, se classificaram para a fase final dos Jogos Escolares.
O diretor Roberto Braz Aparecido Cabrera explicou que tomou a decisão após receber uma determinação do Núcleo Regional de Ensino. Segundo ele, a direção do Núcleo entendeu que a parceria era ''ilegítima'', por estar gerando ônus aos pais dos alunos, que davam uma contribuição mensal de forma espontânea. ''Eu corro o risco de ser afastado do meu cargo se desrespeitar a determinação'', ressaltou.
A assistente do Núcleo Regional de Educação, Marlene de Mello, afirmou que a legislação brasileira impede a cobrança de qualquer contribuição em se tratando de escolas públicas. Marlene acrescentou que uma mãe procurou o Núcleo para denunciar a necessidade de se contribuir com a escolinha. ''Ela tinha um filho que queria participar, mas ela não podia contribuir'', observou. A assistente adiantou que serão encaminhados ofícios para outras escolas de Londrina, que possam manter parcerias similares como a que existia no Newton Guimarães.
O professor Marival Mazzio Júnior negou que os pais eram obrigados a contribuir para manutenção das atividades. ''Em nenhum momento impedi qualquer aluno de treinar por causa da falta de pagamento'', declarou. As únicas exigências, segundo ele, são a disciplina e o rendimento escolar, cujas notas precisam ser iguais ou superior a 6,0.
O dentista Sérgio Scaff, pai de um dos alunos, ficou revoltado com a decisão, que considera ''política''. Ele ressaltou que as equipes demonstraram potencial ao vencerem as fases municipal e regional dos Jogos Escolares. ''As crianças estão muito tristes com essa decisão. A escola nunca precisou gastar nada com a escolinha e os pais nunca foram pressionados a contribuir. Só ajudava quem podia'', observou.

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