São Paulo, 05 (AE) - Edmílson, expulso nos momentos finais da etapa inicial, fez muita falta ao São Paulo. Essa foi a conclusão do técnico Paulo César Carpegiani e dos seus companheiros de equipe, que lamentaram a ausência do volante no segundo tempo, ao contrário da façanha em Campinas, pela última partida das quartas-de-final, quando, também com dez jogadores em campo, o time superou heroicamente a Ponte Preta. "O gramado do Morumbi é maior do que o do Moisés Lucarelli e nós sentimos a diferença", afirmou o goleiro Rogério.
Para o lateral-esquerdo Fábio Aurélio, o Corinthians aproveitou muito bem os espaços em campo e soube valorizar a posse e o toque de bola. "Como estávamos em desvantagem no placar, tivemos de correr em dobro", avaliou o lateral. O atacante Jaques concordou com Fábio Aurélio e ainda destacou a boa marcação adversária, apesar da saída dos zagueiros Nenê e João Carlos, contundidos. "A defesa do Corinthians fechou-se na área e dificultou o trabalho de nossos atacantes, principalmente nas bolas aéreas", explicou Jaques.
Edmílson tentou se justificar. "O Rincón fez diversas faltas e nada aconteceu com ele; eu levei uma cartão amarelo por nada, fui conversar com o juiz (Oscar Roberto de Godói) e acabei sendo expulso", contou o volante, irritado com o atleta colombiano. "O Rincón acusa outros atletas de racismo, mas passou o jogo inteiro xingando os jogadores do São Paulo." Edmílson alegou que não agrediu o árbitro.
"O Godói pisou no meu pé e, depois, sem querer, eu acabei o atingindo." Segundo Carpegiani, o clássico foi equilibrado até a expulsão do volante. "No segundo tempo, a situação ficou complicada, pois tivemos de nos abrir, nos expomos demais e demos ao Corinthians a opção do contra-ataque"
disse o treinador. "Com dez atletas, tivemos um desgaste maior." Para Carpegiani, os são-paulinos estavam motivados, apesar de diversos problemas extracampo, mas a garra em campo não foi suficiente para inverter o resultado. Muitos jogadores usaram, por baixo da camisa da equipe, uma camiseta com a inscrição "raça, união e superação".
A esperança do São Paulo, agora, é o torneio seletivo para a Taça Libertadores. O adversário será o Atlético-PR, que eliminou o Internacional. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai divulgar hoje a data do primeiro jogo, em Curitiba. O Tricolor tem a vantagem de jogar por dois resultados iguais, com a segunda partida no Morumbi.
O atacante França, com uma entorse no tornozelo, ainda é dúvida. O zagueiro Márcio Santos, contudo, praticamente recuperado de uma contratura muscular na panturrilha, deverá estar de volta. Hoje, o zagueiro compareceu ao estádio para acompanhar o time e confessou ter ficado aborrecido com Carpegiani, que pensou que o zagueiro estava simulando a contusão. "Com o resultado dos exames, porém, ele até pediu desculpas por duvidar da minha palavra." O treinador garantiu que vai cumprir seu contrato com o São Paulo até o fim, no dia 31 deste mês.

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