Rio - Termina hoje o encontro promovido no Brasil pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para a troca de experiências e conhecimento entre os organizadores dos Jogos de Londres e do Rio. Desde o fim da semana passada, os integrantes dos dois comitês discutiram o andamento das obras na cidade brasileira e possíveis modificações no projeto original da Olimpíada de 2016.
Nesta terça-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, comandou uma visita do grupo ao Parque Olímpico, que foi orçado em R$ 1,35 bilhão e está em construção no antigo autódromo de Jacarepaguá. Metade da pista de corrida já foi demolida, enquanto o projeto continua a sofrer alterações.
A presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos, apresentou o mais recente desenho do plano principal do Parque Olímpico, no qual uma grande "avenida" para o trânsito dos torcedores vai dividir a principal área de competições dos Jogos de 2016.
Além de se adequar a novos avanços tecnológicos, o novo projeto apresentado levou em conta a filosofia reforçada com a troca de conhecimento com Comitê Organizador dos Jogos de Londres (Locog): o foco na construção de instalações temporárias.
No Parque Olímpico do Rio, o parque aquático e as arenas do handebol e do tênis serão desmontados após a realização da Olimpíada. O ginásio do handebol, inclusive, já tem uma destinação: após a remoção, o material será usado para erguer quatro escolas municipais.
"O principal exemplo que Londres nos deu foi a simplicidade dos equipamentos olímpicos. Não se tentou fazer nada grandioso, não houve delírios arquitetônicos. O parque aquático (temporário), por exemplo, era um horror (estético), mas pouparam dinheiro ao não construir uma estrutura permanente que não seria usada posteriormente", destacou Paes.

mockup