A experiência é a aposta da dupla Lucimar Teodoro e José Carlos Moreira, o Codó, da equipe Londrina/Caixa/Itamaraty, para conseguirem um bom desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres. Nomes consagrados do atletismo brasileiro, os dois contam com as lições aprendidas em participações nas últimas edições do maior evento esportivo do mundo para tentarem surpreender.
Aos 31 anos, Lucimar Teodoro já fez parte da delegação brasileira que foi aos Jogos de Atenas, em 2004, e Pequim, em 2008. Recordista sul-americana dos 400 metros com barreiras, a paulista de Guararapes integrou o time do revezamento 4 x 400 metros rasos que terminou a edição grega na 11 posição. Há quatro anos, ela ficou fora do revezamento depois de se machucar na prova individual.
Rodagem de sobra para saber o que virá pela frente na Inglaterra. ''Essa experiência é importante. Praticamente todo o time já foi aos Jogos e sabe o que é preciso para ir bem'', comentou a atleta. ''Além de fazer uma prova sem erros, temos que ter bastante tranquilidade e inteligência para correr, pois elas (adversárias) batem, empurram, descem o braço mesmo. Temos que ficar muito atentas'', recomenda.
Se tudo der certo, a expectativa é alcançar ao menos a final. ''Já seria um excelente resultado'', avisa Lucimar, que se garantiu em Londres com o 4º lugar no Troféu Brasil, com o tempo de 52s90. Além dela, o time do revezamento 4 x 400 metros rasos ainda terá: Geisa Coutinho, Joelma das Neves Souza, Jailma Sales de Lima e Aline dos Santos.
Lucimar ainda alimenta o sonho de disputar a prova de sua especialidade, os 400 metros com barreiras. Como nenhuma brasileira alcançou o índice da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que é de 55s20, a equipe londrinense luta nos bastidores para que a entidade convoque a atleta, dona do recorde sul-americano da prova desde 2004, com o tempo de 55s94.
Campeão pan-americano no Rio de Janeiro em 2007, o maranhense de Codó foi o campeão dos 100 metros no Troféu Brasil, na semana passada. Diferente de 2008, quando era apontado como uma promessa do atletismo nacional, o velocista ressalta a maturidade do time que vai representar o Brasil na tradicional prova dos 4 x 100 metros.
''É uma equipe mais preparada, madura, que aprendeu muito com os erros de Pequim'', destaca Codó, que foi convocado na última terça-feira para o lugar de Diego Cavalcanti, que se lesionou e foi cortado. Para ele, a equipe tem boas chances de voltar para casa com uma medalha olímpica. ''É uma equipe mais forte, com bons tempos e só depende da gente'', finaliza o velocista, que fez parte do time quarto colocado em Pequim.

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